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Política & Poder

Nem mesmo a oposição acredita que consegue derrubar piso de R$ 545 no Senado

Arquivo Geral

18/02/2011 7h36

Bruno Peres
bruno.peres@jornaldebrasilia.com.br

 

Após sagrar-se vitorioso na Câmara com a votação do salário-mínimo, o Palácio do Planalto precisa agora ratificar sua ampla maioria no Senado, onde não deverá encontrar grandes dificuldades. A situação é um pouco mais tranquila para o governo, diferentemente do que se via na Era Lula, quando os oposicionistas forçavam a mobilização da base para garantir o êxito do Planalto em votações.

 

A sessão para validar o reajuste do piso proposto pelo governo deve ocorrer na próxima quarta-feira também em caráter de urgência, segundo confirmou ontem o líder governista no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Mesmo ciente da desvantagem numérica frente aos aliados do Planalto, a oposição pretende retomar as discussões para um aumento maior.

 

Apesar da derrota sofrida pelo PSDB na Câmara, quando a emenda propondo um mínimo de R$ 600 foi rejeitada por 270 deputados, os senadores do partido retomarão a luta pelos R$ 600 em plenário. O DEM também deverá propor uma emenda ressuscitando os R$ 560. O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), anunciou que a bancada apresentará, além da proposta para os R$ 600, uma emenda sugerindo a participação do Congresso nas discussões sobre os reajustes do mínimo.

 

Da forma como foi aprovada na Câmara, a política de valorização do piso salarial passará a ser por decreto presidencial, apenas informando os valores a serem utilizados no critério agora previsto em lei. Para o líder tucano, trata-se de uma “afronta” à Constituição. “O debate do salário mínimo é essencial para a vida do trabalhador”, justificou. “É nosso dever oferecer oportunidade para que os senadores demonstrem independência e assumam responsabilidade perante a opinião pública”.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (18) do Jornal de Brasília

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