
A suspeita de superfaturamento frustrou a compra de um aparelho para fisioterapia pela Secretaria de Saúde do DF, no fim de 2013. Depois da denúncia de que havia sobrepreço de pelo menos R$ 3,5 milhões na aquisição do exoesqueleto robótico, a pasta, sob a gestão do petista Rafael Barbosa, recuou da compra, apesar de garantir que não havia irregularidade no processo de dispensa de licitação. Desde então, evitou-se tocar no assunto.
A denúncia foi feita pela coluna Esplanada, do UOL. Segundo o que foi apurado na época, o contrato com dispensa de licitação nº 124/13 compraria o aparelho por mais de R$ 4,5 milhões. Um equipamento similar, no entanto, custaria 260 mil euros – que, na época, daria cerca de R$ 1 milhão no preço final, depois de instalado no Brasil. O valor seria pago à empresa BioAlpha Serviços e Comércio de Materiais Hospitalares e indicaria um superfaturamento de mais de R$ 3,5 milhões.
Recuo
Após a denúncia, a secretaria, embora garantisse na época que não houvesse problemas na execução da compra, recuou da aquisição. O aparelho já teria, inclusive, chegado ao Brasil. A reportagem tentou contato com a empresa e não conseguiu. O então secretário de Saúde também foi contatado, mas o celular dele encontra-se “fora de área”.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que a compra havia sido cancelada e que não houve pagamento.
No Brasil, apenas a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ambas em São Paulo, teriam o aparelho. Segundo as duas instituições, os equipamentos foram doados.