O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje o retorno “incondicional” do chefe de Estado deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país, enquanto o governante boliviano, Evo Morales, reivindicou o fim da “ditadura” em terras hondurenhas.
Lula e Morales se reuniram hoje na cidade boliviana de Villa Tunari, na região de Chapare, o reduto dos produtores de coca que apoiam Morales, onde assinaram vários acordos de cooperação entre Brasil e Bolívia.
O presidente brasileiro destacou o papel de Morales na construção de uma “revolução pacífica na Bolívia” e sustentou que “devemos condenar com veemência o retrocesso político em Honduras e exigir o retorno imediato e incondicional do presidente Zelaya a suas funções constitucionais”.
Já o chefe de Estado boliviano disse que “não é possível que neste novo milênio ainda haja alguns grupos e agentes externos que façam golpes de Estado”.
“Tomara que a ditadura em Honduras acabe rapidamente”, disse Morales, ao afirmar que as bases militares dos Estados Unidos em Honduras são responsáveis pelo “golpe de Estado” nesse país.
Segundo sua opinião, para resistir à presença e influência dos militares americanos, é necessário que os países latino-americanos coordenem a luta contra o tráfico de drogas, porque esta é uma desculpa para a intervenção de Washington na América Latina.