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Política & Poder

Mudanças na estrutura do novo governo são quase imperceptíveis

Arquivo Geral

23/02/2015 7h00

Quem entra no Palácio do Buriti dificilmente notará mudanças na estrutura física à primeira vista. Mesmo com o novo governo, houve poucas alterações na dinâmica do local, mas os pormenores não são mais os mesmos. Nos gabinetes, nas áreas privativas e até mesmo na nomenclatura dos órgãos existem pequenas diferenças em relação ao ano passado.

Após se identificar para a equipe de segurança, o visitante terá à direita a sala do cerimonial e um pequeno comitê de imprensa, que abriga no máximo duas pessoas. Mais ao fundo, a Agência Brasília e a subchefia de relações com a imprensa, a antiga Secretaria de Comunicação. Ou seja, tudo igual a antes.

No primeiro andar, está o Salão Nobre, espaço agora dedicado a todas as coletivas de imprensa. Durante o governo Agnelo, o espaço vinha sendo utilizado com menos frequência, apenas em anúncios ou solenidades. Antes, os jornalistas eram instalados na galeria dos ex-governadores, para entrevistas de secretários.

Continuam nas posições de sempre, atrás do Salão Nobre, as secretarias da Casa Civil e a de Governo – que ganhou o nome de Secretaria de Relações Institucionais e Sociais – e os gabinetes do governador e do vice. 

A diferença é que agora a vice-governadoria possui entrada mais restrita, nos moldes do que já acontece com o gabinete principal.

O vice-governador, Renato Santana (PSD), minimiza as poucas mudanças. “Enquanto estivemos aqui escolhendo em que salas vamos ficar, existiam milhares de outros problemas a serem resolvidos lá fora. É também por isso que eu não me prendo ao gabinete”, disse.

No gabinete do governador, poucas diferenças em relação ao que era possível ser encontrado anteriormente. Permanecem na parede monitores com imagens em tempo real das emergências de hospitais, medida implantada pelo antigo ocupante da sala, Agnelo Queiroz. Lá a superlotação e os problemas no atendimento podem ser mensurados pelo chefe do Executivo.

Incômodo

Uma mesa de reuniões e três grandes sofás completam o mobiliário. Mas algo incomoda o governador. “Esse sofá é ruim”, disse ao perceber que sua postura fica ruim, devido ao assento mole.

Modificações visíveis na área administrativa

Se não são perceptíveis grandes alterações físicas no Palácio do Buriti, as mudanças administrativas parecem ter sido mais marcantes. Rollemberg diminuiu as secretarias, de 38 para 24. Muitas delas trocaram de nome ou se fundiram com outros órgãos. A antiga Secretaria de Comunicação, por exemplo, agora é uma subsecretaria – porém com status de secretaria – subordinada à Casa Civil.
 
Vários órgãos trocaram de nome, às vezes apenas para acrescentar mudanças sutis. Segurança Pública ganhou “Paz Social” ao fim do nome anterior. As secretarias de Administração Pública e Desenvolvimento Econômico passaram a se chamar Gestão Administrativa e Desburocratização; e Economia e Desenvolvimento Sustentável, respectivamente. A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos é nada menos que a antiga Secretaria de Obras.
 
O nome Sedest não existe mais já que Desenvolvimento Social e Transferência de Renda passaram a ser Desenvolvimento Humano e Social, formando a sigla Sedhs. Apesar do conteúdo ser o mesmo, Transportes passou a ser Secretaria de Mobilidade.
 
Mesmo com os nomes diferentes, os sites continuam com os domínios antigos.

Residência Oficial

1 Encontros com poucos convidados são feitos no próprio gabinete, a exemplo das várias reuniões diárias com os secretários da Casa Civil, Hélio Doyle, e de Relações Institucionais, Marcos Dantas. 

2 Mas apesar de ter optado por não morar na Residência Oficial, o local é palco de eventos mais amplos, como a que ocorreu no segundo dia de governo, quando o governador se reuniu com o secretariado.

3 No entanto, Rollemberg afirma que o espaço em Águas Claras passará também por reduções de custos. “Uma das licitações que interrompemos foi a de alimentação. Estavam previstos R$ 2,4 milhões para um ano de alimentação. No gabinete do governador havia 12 carros de luxo que já devolvemos. Na Residência Oficial saíam de 10 a 12 mil refeições por mês”, avaliou o governador.

 

 

 

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