O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) começou a levantar informações sobre um suposto esquema de pagamento de propina dentro da Secretaria de Saúde envolvendo contratos do GDF para o direcionamento de pacientes da rede pública para as Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) de hospitais particulares. O esquema seria usado para achacar empresários do ramo hospitalar que tivessem o desejo de acelerar o pagamento pelos leitos.
A quantia devida aos empresários faz parte do montante de restos a pagar de 2009, no valor de R$ 33 milhões. O Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança também teria apurado informações relacionadas ao esquema fraudulento. Ontem à tarde, o governador Rogério Rosso (PMDB) participou de uma reunião com o promotor de Justiça Diaulas Ribeiro, na Secretaria de Saúde, para falar sobre as suspeitas.
De acordo com informações apuradas pelo Jornal de Brasília, o esquema teria começado ainda no início da gestão do governador cassado José Roberto Arruda (sem partido) e passado pelas mãos de alguns políticos, que teriam influência na pasta da saúde. Entre os poderes estaria o de indicar, inclusive, o responsável por gerir o Fundo Distrital de Saúde, que promove a destinação dos recursos da secretaria, orçada em R$ 3 bilhões por ano. “É muito dinheiro para roubar, mas muito pouco para gerir a saúde no DF, que está um caos”, apontou o promotor de Justiça da Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus), Jairo Bisol.
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