SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) aponta que o senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa para o Governo do Paraná com 35% das intenções dos votos. O segundo colocado, com 18%, é o deputado estadual Requião Filho (PDT), filho do ex-governador Roberto Requião.
Sandro Alex (PSD), indicado pelo atual governador, Ratinho Junior, também do PSD, registra 5% das intenções, enquanto Rafael Greca (MDB) aparece com 15%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) têm 1% cada um.
Votos em branco ou nulo somam 7%. Indesisos são 18%.
A margem de erro máxima é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa realizou 1.104 entrevistas com eleitores do Paraná de 16 anos ou mais dos dias 21 a 25 de abril.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o código PR-02588/2026.
Em cenário alternativo testado pelo instituto, sem Rafael Greca e Tony Garcia, Moro aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno, e Requião Filho com 24%. Sandro Alex e Luiz França ficam com 6% e 2%, respectivamente.
O ex-juiz também mantém a dianteira em todos os cenários de segundo turno. Contra Requião Filho, registra 49% das intenções, contra 30% do potencial adversário.
Em disputa direta com Rafael Greca, tem 44% ante 29%. Já contra Sandro Alex, registra 51% frente aos 15% do aliado de Ratinho.
A pré-campanha no Paraná teve episódios decisivos em março, quando Moro acertou a saída do União Brasil, onde sofria resistência, e fechou aliança com o presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL.
Dias depois, Ratinho Junior desistiu de se lançar à Presidência da República e citou como motivo a necessidade de priorizar a disputa para ser seu sucessor. Após muita indefinição, escolheu seu ex-secretário Sandro Alex para a disputa.
Antigo aliado de Ratinho, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca decidiu ir para o MDB ao perceber que seria preterido.
Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato, vive uma relação de idas e vindas com o bolsonarismo desde que deixou a magistratura, em 2018, para assumir o Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro.