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Política & Poder

Moro, Mourão e Olavo de Carvalho recebem condecoração de Bolsonaro

Willian Matos

01/05/2019 22h30

Foto: Reprodução de TV

O presidente Jair Bolsonaro concedeu, ao escritor Olavo de Carvalho, em edição extra do Diário Oficial da União da última terça (30), o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, condecoração dada pelo governo do Brasil para “distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção”.

No mesmo decreto, o presidente admitiu o senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no grau de Grande Oficial, o segundo mais importante, homenagem abaixo de Olavo.

No mesmo decreto que concedeu a ordem a Olavo, Bolsonaro também admitiu, no grau de Grã-Cruz, outras 34 pessoas. Entre elas, como o vice-presidente Hamilton Mourão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); os ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Economia, Paulo Guedes; os governadores de São Paulo, João Doria, do Rio, Wilson Witzel, e de Minas Gerais, Romeu Zema; o presidente do Tribunal de Contas da União, José Mucio; e militares de alta patente.

Olavo de Carvalho: personagem de hierarquia

A Ordem de Rio Branco foi criada em 1963 e homenageia o patrono da diplomacia brasileira. Ela consiste de cinco graus: Grã-Cruz (a mais alta), Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além de uma medalha anexa. Como presidente da República, Bolsonaro é o Grão-Mestre da Ordem de Rio Branco. Bolsonaro incluiu Olavo num grau que, segundo o regulamento da ordem, é reservado apenas para determinadas autoridades. As normas, disponíveis no site do Itamaraty, estabelecem que a Grã-Cruz pode ser dada ao presidente da República e ao vice-presidente; aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal); a ministros, governadores e militares de alta patente, além de “embaixadores estrangeiros e outras personalidades de hierarquia equivalente”.

Olavo de Carvalho é considerado o guru ideológico dos filhos de Bolsonaro e dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação).



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