O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão também determina que a defesa de Bolsonaro esclareça, em até 48 horas, se ele sabia que uma carta escrita durante a prisão domiciliar seria divulgada nas redes sociais do filho.
Segundo Moraes, Flávio teria usado a visita para obter um documento destinado à divulgação pública, o que poderia violar a proibição de Bolsonaro utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. O caso também foi encaminhado ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, para apuração de possível propaganda eleitoral antecipada.
A medida foi tomada após Flávio publicar um vídeo anunciando a leitura de uma “carta aos brasileiros” escrita pelo pai. No texto, Bolsonaro pede apoio à pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu “porta-voz” e “a melhor opção” para o país.
Para Moraes, a divulgação indica que Bolsonaro tinha conhecimento de que a mensagem seria publicada nas redes sociais, configurando possível descumprimento das medidas impostas durante a prisão domiciliar. O ministro também avaliou que o conteúdo pode ultrapassar os limites de uma manifestação política ao apresentar pedido de apoio eleitoral.