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Política & Poder

Moradores do DF ainda não sabem em quem votar

Arquivo Geral

03/08/2010 8h29

 

Maria Eugênia

meugenia@jornaldebrasilia.com.br

 

A dois meses das eleições, boa parte dos brasilienses ainda não escolheu para quais candidatos dará o seu voto. É o que mostra pesquisa realizada pela Soma Opinião e Mercado, quando considerada a intenção espontânea (aquela em que o entrevistado não é estimulado a escolher um entre vários nomes). Para deputado federal, por exemplo, 81,5% dos moradores do DF não sabem em quem votar. Para governador, o índice fica em 49,4%; para senador 79,1%; para distrital 74,7%. E, para presidente da República, foi registrado o menor número de indecisos: 45,9%.

 

Os números revelam que há muita tarefa para os candidatos até outubro e que nada está definido ainda, embora na pesquisa estimulada, o candidato ao Palácio do Buriti Joaquim Roriz (PSC) tenha 46% da preferência, e o petista Agnelo Queiroz 26%. “A campanha ainda não pegou fogo. Está todo mundo esperando o prazo para as impugnações. Acho que a partir da segunda quinzena deste mês esse cenário de indecisão mude”, destaca o cientista político Eduardo Monteiro.

 

Levando em consideração a intenção de voto espontânea, Joaquim Roriz também lidera, com 27,6% da preferência dos eleitores. Agnelo Queiroz vem com 13,5%. Para o Senado, nenhum candidato atingiu índice superior a 10% das intenções de voto. O mesmo ocorreu para as vagas de deputados federal e distrital. Já na corrida presidencial espontânea, a candidata petista Dilma Rousseff tem 22,6% da preferência, contra 14,3% do tucano José Serra. 

 

Mais seletivos

 

Eduardo Monteiro destaca que essas eleições têm uma diferença em relação às anteriores, pelo menos em Brasília. “Depois da Operação Caixa de Pandora, o eleitor parece estar mais cauteloso, mais seletivo. Quer conhecer as propostas, o que só vai ocorrer a partir do dia 17, quando começa o horário gratuito eleitoral”, complementa.

 

Nas ruas, a análise do cientista político é referendada. “Ainda não me decidi. Soube que são mais de 800 candidatos. Não dá para escolher assim. Tem que pesquisar, ver a ficha da pessoa, suas propostas. O eleitor de Brasília não pode errar de novo”, destaca a servidora pública Eliana Gomes, 37 anos, também se referindo à Caixa de Pandora. 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (03) do Jornal de Brasília.

 

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