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Ministro nega ingerência sobre hospital da família

Renan Calheiros perguntou a Queiroga, se o hospital de sua família havia sido reaberto com dinheiro público

Por Geovanna Bispo 06/05/2021 4h02

O relator da comissão, do Renan Calheiros (MDB) perguntou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se o hospital de sua família havia sido reaberto com dinheiro público. Queiroga negou e disse que o Hospital Santa Paula, em João Pessoa (PB), de seu sogro estava alugado para o estado da Paraíba muito antes dele se tornar ministro.

O hospital havia fechado as portas em 2012 por problemas financeiros. Ano passado, porém, o governo do estado reativou ele para auxiliar no enfrentamento da covid-19.

Cloroquina

O depoimento de Queiroga tem sido marcado pelo ministro evitando perguntas relacionadas a Hidroxicloroquina. Ele negou saber da existência de comprimidos do medicamento no ministério, ele afirmou que não se ateve a esse fato. “Ao tomar posse eu recebi um relatório com um mundo de medicamentos.”

Ainda assim, essa fala veio após pressão dos senadores, já que o ministro desde o início evitava falar sobre o medicamento. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou a Queiroga se ele compartilha das opiniões do presidente Bolsonaro quanto ao uso da cloroquina, mas ele apenas respondeu que é necessário embasamento técnico para responder o questionamento. “Não faço juízo de valor.”

O ministro ainda disse que não autorizou distribuição da hidroxicloroquina. “Não autorizei e não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição de cloroquina na minha gestão”.

Vacina

Após questionamento do senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), de quantos brasileiros vacinados seria preciso para que a população se considere segura, o ministro afirmou que seria necessário que 70%, ou seja, 78 milhões de pessoas sejam imunizados. “Precisamos vacinar pelo menos quem está previsto dentro do PNI (Plano Nacional de Imunização).” Atualmente, apenas 15% da população brasileira está imunizada com as duas doses.

Mais cedo, o ministro afirmou que o Brasil tem 430 milhões de doses de vacinas contratadas atualmente. A Saúde, em outro momento, havia informado, de forma equivocada, que era 560 milhões.

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