A declarada disposição do presidente eleito dos Estados Unidos, web Barack Obama, abortion em respeitar mais o multilateralismo nas relações institucionais, em contrapartida ao poder duro da intervenção militar, vai enfrentar resistências naturais em setores da sociedade americana. A opinião é do ministro de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro, Roberto Mangabeira Unger, que viveu grande parte de sua vida nos EUA. Ele deu aulas de direito e filosofia na Universidade de Harvard, onde teve como aluno o novo presidente.
“Não será fácil para os EUA priorizar o multilateralismo. Há muita gente nos EUA que não quer que o país seja a polícia do mundo, mas que, ao mesmo tempo, teme a anarquia mundial. É preciso haver uma construção”, ressalvou Unger em entrevista exclusiva à Agência Brasil, na qual também avaliou a composição da equipe e o projeto de governo de Obama, além das possibilidades futuras para a relação entre Brasil e EUA.
Segundo o ministro, as instituições e regras mundiais devem ser adaptadas para que sejam “mais propícias” à coexistência de modelos divergentes de desenvolvimento.
“Outra ordem mundial, em que o objetivo seja a promoção do experimentalismo democrático-institucional, e não a imposição de uma fórmula única. Isso é do interesse do Brasil e dos EUA. Não interessa ao povo americano escolher entre a retirada do mundo e a imposição de uma fórmula ao mundo. Nosso trabalho junto com os EUA pode ser uma libertação para nós e para eles”, argumentou Unger.