O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira, 30, que a crise econômica deixada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff pode ser um dos motivos que explicam o aumento do número de mortes por motivação política este ano. "A situação fiscal que o governo do presidente Michel Temer encontrou, e que está procurando resolver, evidentemente traz reflexos em todas as áreas, inclusive para a segurança", disse o ministro após um evento no Palácio do Itamaraty.<p><p>Jungmann afirmou ainda que tropas das Forças Armadas foram enviadas a Goiás, após um candidato ser morto a tiros durante uma carreata eleitoral no município de Itumbiara, a 204 quilômetros de Goiânia.<p><p>Segundo o ministro, até agora, militares foram enviados a 420 localidades de 15 Estados para garantir a segurança durante as eleições e ajudar em questões logísticas. Esse número pode aumentar até domingo, se novas solicitações forem feitas pela Justiça Eleitoral.<p><p><b>Milícias</b><p><p>Jungmann disse ainda que outra preocupação do governo é com o fato de integrantes de milícias e traficantes, ou indicados por essas facções, conseguirem ser eleitos no domingo. Ele afirmou que, com a lógica do presidencialismo de coalizão, que distribui à base aliada cargos no governo, não seria impossível ter "um representante da criminalidade podendo fazer indicações para a área da segurança".<p><p>Questionado se o Rio seria um exemplo dessa situação, o ministro afirmou que sim, mas que isso também ocorre em outros locais do País. "O Rio infelizmente é um exemplo, talvez onde o processo esteja mais avançado, mas não é o único", disse. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo