Política & Poder

Ministro da Agricultura pede demissão

Por Arquivo Geral 17/08/2011 7h37

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão no início da noite desta quarta-feira (17). Rossi entregou uma carta à presidenta Dilma Rousseff justificando a decisão como resultado da pressão dos filhos e da mulher dele. O agora ex-ministro negou, na carta, que esteja envolvido em irregularidades.

 

Nas últimas semanas, o Ministério da Agricultura vem sendo alvo de denúncias de corrupção. De acordo com a revista Veja, um dos focos de irregularidades é a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Jornais publicaram ontem (16) uma reportagem que revela que o ministro viajava de carona no jato executivo de uma empresa do setor de agronegócio com contratos com o ministério.

 

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Confira abaixo a íntegra da carta:

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Brasília, 17 de agosto de 2011

 

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Neste ano e meio na condição de ministro da Agricultura do Brasil, consegui importantes conquistas. O presidente Lula fez tanto pela agricultura e a presidenta Dilma continuou esse apoio integralmente.

Fiz o acordo da citricultura, anseio de mais de 40 anos de pequenos e médios produtores de laranja, a quem foi garantido um preço mínimo por sua produção.

Construí o consenso na cadeia produtiva do café, setor onde antes os vários agentes sequer se sentavam à mesma mesa, com ganhos para todos, em especial os produtores.

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Lancei novos financiamentos para a pecuária, recuperação de pastagens, aquisição e retenção de matrizes e para renovação de canaviais.

Aumentei o volume de financiamento agrícola a números jamais pensados e também os limites por produtor, protegendo o médio agricultor sempre tão esquecido.

Criei e implantei o Programa ABC, Agricultura de Baixo Carbono, primeiro programa mundial que combina o aumento de produção de alimentos a preservação do meio ambiente, numa antecipação do que será a agricultura do futuro.

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Apoiei os produtores de milho, soja, algodão e outras culturas que hoje desfrutam de excelentes condições em prol do Brasil.

Lutei por nossos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves que são protagonistas do mercado internacional.

Melhorei a atenção a fruticultura, a apicultura e a produtos regionais, extrativistas e outras culturas.

Apoiei os grandes, os médios e os pequenos produtores da agricultura familiar, mostrando que no Brasil há espaço para todos.

Deus me permitiu estar no comando do Ministério da Agricultura neste momento mágico da agropecuária brasileira.

Mas, durante os últimos 30 das, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública.

Respondi a cada acusação. Com documentos comprobatórios que a imprensa solenemente ignorou. Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes como se fossem verdades comprovadas. As provas exibidas de sua falsidade nem sequer eram lembradas.

Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro. Chegou-se à capa infame da “Veja”.

Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava.

Usaram para me acusar, sem qualquer prova, pessoas a quem tive de afastar de suas funções por atos irregulares ou insinuações de que tinham atuado com interesses menos republicanos nas funções ocupadas. O principal suspeito de má conduta no setor de licitações passou a ser o acusador de seus pares. Deram voz até a figuras abomináveis que minha cidade já relegou ao sítio dos derrotados e dos invejosos crônicos. Alguns deles não passariam por um simples exame de sanidade.

Ainda assim nada conseguiram contra mim. Aí tentaram chantagear meus colaboradores dizendo que contra eles tinham revelações terríveis a fazer, mas que não as publicariam se fizessem uma só acusação contra mim. Torpeza rejeitada.

Finalmente começam a atacar inocentes, sejam amigos meus, sejam familiares. Todos me estimularam a continuar sendo o primeiro ministro a, com destemor e armado apenas da verdade, enfrentar essa campanha indecente voltada apenas para objetivos políticos, em especial a destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo onde, já perceberam, não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios.

Embora me mova a vontade de confrontá-los, não os temo, nem a essa parte po dre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares.

Contra mim nem uma só acusação conseguiram provar. Mas me fizeram sofrer e aos meus. Não será por qualquer vaidade ou soberba minha que permitirei que levem sofrimento a inocentes.

Hoje, minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica mas inglória contra forças muito maiores do que eu possa ter. Minha única força é a verdade. Foi o elemento final da minha decisão irrevogável.

Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer, do presidente Lula e dos líderes, deputados, senadores e companheiros do PMDB e de todos os partidos que tanto respaldo me deram.

Agradeço também a todos os leais colaboradores do Ministério da Agricultura, da Conab, da Embrapa e de todos os órgãos afins. Penso assim ajudar o governo a continuar seu importante trabalho, retomando a normalidade na agricultura.

Finalmente, reafirmo: continuo na luta pela agropecuária brasileira que tanto tem feito pelo bem de nosso Brasil. Agradeço as inúmeras manifestações de apoio incondicional da parte dos líderes maiores do agronegócio e de suas entidades e também aos simples produtores que nos enviaram sua solidariedade.

Deus proteja o produtor rural e tantos quanto lutem na terra para produzir alimentos para o mundo. Deus permita que tenham a segurança jurídica necessária a seu trabalho que o Congresso há de lhes garantir. Lutei pela reforma do Código Florestal. É importante para o Brasil. Outros, talvez mais capazes, haverão de continuar essa luta até a vitória.

Confio que o governo da querida presidenta Dilma Rousseff supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país.

Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.

Mas minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra.

Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

 






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Política & Poder

Ministro da Agricultura pede demissão

Por Arquivo Geral 28/06/2006 12h00

Israel lançou hoje sua primeira ofensiva terrestre na Faixa de Gaza desde que deixou o território, hospital visit this no ano passado, aumentando a pressão para que militantes palestinos libertem um soldado israelense sequestrado.

Tanques israelenses, com o apoio de helicópteros e artilharia pesada, estabeleceram um posto de observação estratégico no aeroporto de Rafah, enquanto no território palestino militantes armados e mascarados esperavam, atrás de barricadas, pelo início do combate.

Ameaçando tomar "medidas extremas" se o soldado Gilad Shalit não for libertado, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que a operação continuaria pelos "próximos dias".

Uma fonte do ministério da Defesa de Israel disse que Olmert havia dado a aprovação para que forças se posicionassem no norte de Gaza para ampliar a ofensiva.

Israel acompanha atentamente os desdobramentos que definirão o destino do recruta Shalit, de 19 anos. A última vez que militantes palestinos sequestraram um soldado israelense foi em 1994. O soldado acabou morrendo numa tentativa de resgate.

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Israel lançou a ofensiva três dias depois do sequestro de Shalit em uma ação realizada por homens armados palestinos. Aeronaves israelenses atacaram três pontes em estradas importantes de Gaza. Segundo o Exército, a medida foi uma tentativa de evitar que os militantes movimentem o refém.

Um ataque com helicóptero contra a principal usina elétrica de Gaza causou um grande incêndio e cortou a eletricidade na maior parte do território costeiro de 1,4 milhão de habitantes. Segundo engenheiros, os reparos levarão seis meses.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, descreveu o bombardeio da infra-estrutura civil como "um crime contra a humanidade".

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Olmert disse que Israel não tem intenção de "recapturar" a Faixa de Gaza, território que desocupou em 2005 após 38 anos. "Temos um objetivo central, que é trazer Gilad para casa", disse ele num discurso em Jerusalém.

Mushir al-Masri, parlamentar do Hamas, organização que governa os territórios palestinos, disse que Olmert está sendo "aventureiro" e colocando "o soldado desaparecido em perigo".

Sobrevoando Gaza a baixa altitude, aviões de guerra israelenses causavam explosões sônicas que assustaram os palestinos, além de lançar vários ataques com mísseis contra áreas abertas, segundo uma porta-voz militar.

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Para aumentar a tensão, um grupo militante, o Comitês da Resistência Popular, ameaçou matar um colono israelense que afirmou ter capturado na Cisjordânia se os ataques contra Gaza prosseguirem. Autoridades israelenses disseram que o colono está desaparecido desde domingo. Um porta-voz do grupo mostrou uma fotocópia de um documento do colono numa entrevista coletiva.

A situação está preocupando as potências internacionais que tentavam ressuscitar as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Os Estados Unidos disseram que Israel tem o direito de defender seus cidadãos, mas que precisa se assegurar de que inocentes palestinos não sejam atingidos.

A comissária de Relações Exteriores da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, pediu a libertação do soldado israelense, mas também pediu a Israel que "aja com prudência", permitindo que os esforços diplomáticos obtenham a libertação.

O governo palestino fez um apelo aos países árabes para que tentem negociar uma troca do soldado por prisioneiros palestinos detidos em Israel. Israel já rejeitou a idéia.
O premiê palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, acusou Israel de piorar a crise do refém ao enviar soldados para a Faixa de Gaza. "Reforçamos que a ocupação deve parar a escalada militar a fim de não complicar ainda mais a situação e piorar a crise", disse Haniyeh.

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A crise representa o maior teste até agora para Olmert, político de carreira com pouca experiência na área de segurança. Ele foi eleito em março com uma plataforma que propunha executar uma retirada semelhante à de Gaza em determinadas regiões da Cisjordânia.

O ataque palestino de domingo, que deu origem à crise, matou dois soldados israelenses. Dois militantes também morreram. A operação, na qual os palestinos invadiram o território israelense através de um túnel, teria sido uma retaliação à morte de 14 civis palestinos em ataques aéreos israelenses contra Gaza, ofensiva que, por sua vez, respondia a ataques com foguetes executados por palestinos.

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Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas, physician que investiga a participação de parlamentares na compra irregular de ambulâncias, help ainda não sabem se possíveis processos de cassação para atuais parlamentares podem ser aplicados na próxima legislatura, ailment caso eles sejam reeleitos em outubro.

O presidente da Comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT/RJ), acredita que os trabalhos da CPI devem terminar em setembro e, como isso, não haveria tempo para iniciar e concluir os processos de cassação nessa legislatura. Biscaia defende, no entanto, que os processos prossigam em 2007 e sejam válidos para os reeleitos.

"Se esse parlamentar não for cassado pelas urnas e retornar na próxima legislatura, entendo que se a conduta na legislação anterior configurar quebra de decoro, e mais que isso, uma prática criminosa, ela pode ter conseqüências no futuro mandato. Não é ainda um entendimento firmado, mas creio que nesta questão, como em outras, temos que defender o nosso ponto de vista."

Na avaliação do deputado, é preciso ter cautela nas apurações para que não sejam cometidas injustiças. "As pessoas querem cada vez mais que o número cresça. São 180 deputados, 200 envolvidos, não é essa a questão. Temos que ver de fato quais são aqueles que estavam nesse esquema", disse o deputado do PT.

Para Biscaia, as provas sobre o esquema são contundentes, tanto com relação a documentos como livros e anotações contábeis da empresa Planam que fazem referência a pagamentos, como também as gravações telefônicas já transcritas, feitas com autorização judicial que, conforme explicou, revelam participação de algumas pessoas e de parlamentares.

"Nós temos que, normalmente, fazer esta ligação entre aquilo que foi obtido em um depoimento ou uma interceptação com documentos. Não basta uma afirmação isolada de quem quer que seja, ainda que uma funcionária do Ministério da Saúde com responsabilidade ela não pode simplesmente apontar 159 ela tem que explicar qual foi a participação dessa pessoa por ela indicada."

O presidente da CPI das Sanguessugas acredita que será importante esclarecer nas investigações a participação dos assessores dos parlamentares nas compras irregulares. Segundo ele, alguns estão com a prisão decretada pela Justiça Federal do Mato Grosso e, ao que parece, também foram envolvidos de forma intensa no esquema.

Para Biscaia, resta saber se os assessores agiram com o consentimento ou participação dos parlamentares. "Este talvez seja um dos pontos mais difíceis. Embora eu defenda que o parlamentar tem que ter um rigor absoluto dos seus assessores, não podemos eximi-los de responsabilidade", avalia o petista.

"Nós vamos ver até que ponto essa responsabilidade existe. Muitas vezes, quando os parlamentares chegam na casa, são oferecidos assessores com competência e alguns parlamentares podem até, desavisadamente, contratar para o seu gabinete pessoas que já têm prática de envolvimento de condutas ilícitas. Tudo isso teremos que investigar com a necessária cautela."

 

A Volkswagen está convocando um recall de 34 mil unidades do Passat no mundo devido à possibilidade de um problema com a embreagem, approved informou a empresa hoje.

Um porta-voz disse que os Passats de seis marchas produzidos entre abril e maio de 2005, equipados com motor 2.0-TDI, foram afetados pelo recall. A assessoria de imprensa da companhia no Brasil esclareceu que o modelo não é importado no país.

O porta-voz da Volkswagen se recusou a comentar sobre os custos financeiros da possibilidade de ter que substituir as peças, mas afirmou que a VW está negociando com fornecedores sobre compensação por prejuízos. Os modelos Golf hatchback, Golf Plus, Jetta Sedan e Touran também foram afetados pelo mesmo problema em um antigo recall.

 

O ministro da Agricultura, this Roberto Rodrigues, pediu demissão. Rodrigues está desgastado no governo e às voltas com uma crise na agropecuária brasileira, mas alegou problemas de saúde da mulher para sair do cargo. Ele teria comunicado a demissão ao presidente Lula em jantar ontem à noite.

De acordo com parlamentares da bancada ruralista, Rodrigues deveria deixar o governo para se preservar. Até o final da semana, o ministro deve sair da pasta. O nome do substituto ainda não foi definido.

Proveniente do setor privado, Rodrigues estava no cargo desde o início do governo Lula, em 2003, sem se amparar em indicações partidárias. Empresário de prestígio no agronegócio, o ministro é engenheiro agrônomo e, antes de entrar no cargo, tinha presidido a Associação Brasileira de Agribusiness e a Sociedade Rural Brasileira, além de ter ocupado a Secretaria de Agricultura de São Paulo.

Entre 1985 e 1991, Rodrigues foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Posteriormente, ele comandou a Organização Internacional das Cooperativas Agrícolas e a Aliança Cooperativa Internacional.

Recentemente, o ministro estava num impasse com agricultores, que queriam mais incentivos para renegociar dívidas e acabar com a crise do setor, abalado pela seca no Sul, pela queda nos preços internacionais de alguns produtos e com as exportações desestimuladas pela desvalorização do real. Nem o anúncio de um pacote de R$ 70 bilhões, no mês passado, conseguiu aplacar o ânimo do agronegócio.

Parlamentares da bancada ruralista estão chegando ao Ministério da Agricultura, onde se encontrarão com Rodrigues para receber explicações sobre a demissão. Os deputados estão com receio de que a pasta seja usada como moeda de troca nas negociações em ano eleitoral.

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