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Política & Poder

Ministro Boulos visita residencial Minha Casa Minha Vida retomado em Sergipe

O empreendimento, paralisado por seis anos, beneficia famílias de baixa renda com 280 moradias em regime de autogestão.

Redação Jornal de Brasília

12/03/2026 18h38

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– Foto: RUY CASTRO\ASCOM\SGPR

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, visitou nesta quinta-feira o Residencial Getúlio Alves Barbosa, em Aracaju, Sergipe. Localizado no bairro Santa Maria, na região do Jardim Recreio, o projeto integra o programa Minha Casa Minha Vida e foi retomado após seis anos de paralisação.

Iniciado durante o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, o empreendimento ficou interrompido e só voltou às obras no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda contou com a participação da secretária nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência, Izadora Brito.

Composto por cinco torres de sete andares, cada uma com dois elevadores e oito apartamentos por andar, o residencial totaliza 280 moradias. As unidades possuem três quartos e cerca de 60 metros quadrados, destinadas a famílias da Faixa 1, de menor renda, na modalidade de entidades e em regime de autogestão. As obras foram retomadas em janeiro de 2024, com previsão de entrega em abril de 2026, e contam com investimento federal de aproximadamente R$ 39,3 milhões.

Além das habitações, o espaço inclui áreas de convivência e lazer, como quatro salas comunitárias para jogos, internet, estudos, vídeo e TV, além de brinquedoteca, salão de festas, quadra de futebol society e área de churrasqueira.

Pelo programa atualizado, famílias beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão isentas de pagamento pelas moradias. Os demais contemplados terão prazo de pagamento reduzido a cinco anos. O projeto atende especialmente mulheres chefes de família, que representam cerca de 75% dos beneficiários, e trabalhadores informais.

Durante a visita, o ministro conversou com moradores e acompanhou a realidade das famílias. Raimunda Arruda de Alencar, 59 anos, servidora pública de Sergipe, mãe e avó, relatou sua participação nas obras como auxiliar de pedreiro, trabalhando oito horas semanais, inclusive domingos. Ela destacou as dificuldades durante a paralisação e a esperança renovada com a retomada. “Ficamos sem esperança nesses seis anos. A gente brigava na rua para eleger o presidente, porque ele pensava no pobre”, contou.

A filha de Raimunda, Emilli Alencar Sales, também foi contemplada, e mãe e filha serão proprietárias de um apartamento de três quartos, garantindo mais segurança e dignidade à família.

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