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Política & Poder

Ministra Márcia Lopes cobra engajamento masculino contra feminicídio no ABC

Em ato promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, a ministra das Mulheres defendeu mudanças culturais e políticas públicas para romper o ciclo de violência de gênero.

Redação Jornal de Brasília

19/03/2026 18h27

márcia lopes no bom dia, ministra.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quinta-feira (19/3), em São Bernardo do Campo, do ato “Homens contra o Feminicídio”, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O evento reuniu trabalhadores, lideranças sindicais e movimentos sociais e marcou o lançamento da cartilha “Papo de homem: Violência contra a mulher – Temos que dar um fim!”, voltada à conscientização e diálogo com o público masculino.

Em sua fala, Márcia Lopes elogiou a iniciativa do sindicato e destacou sua importância para a transformação cultural em uma sociedade marcada por valores patriarcais. “É preciso mudar a mentalidade e fazer uma ruptura com essa história de machismo e misoginia”, afirmou. A ministra descreveu a cartilha como um instrumento pedagógico essencial e prometeu levá-la a outras organizações para replicar a experiência.

Lopes enfatizou que os homens são os principais agressores e que a superação da violência exige investimento em formação, diálogo e educação desde a infância, para formar homens éticos e respeitosos. Ela cobrou mobilização coletiva nos territórios, com grupos de discussão em bairros e comunidades, e maior compromisso de governos estaduais e municipais com políticas para mulheres.

Ao dimensionar o desafio, a ministra mencionou que São Bernardo do Campo tem mais de 450 mil mulheres e questionou sua situação em termos de estudo, trabalho e profissionalização. Ela defendeu a radicalidade nas atitudes e no pensamento para romper o ciclo de violência, além do fortalecimento da rede de proteção, com delegacias especializadas, atendimento 24 horas, saúde integral e espaços comunitários.

Tratando das causas estruturais, Lopes apontou que a violência está enraizada em uma cultura de desigualdade, marcada por machismo, racismo e exclusões sociais, e defendeu políticas integradas em saúde, educação, justiça, assistência social e outros setores.

O presidente do sindicato, Moisés Selerges, ao apresentar a cartilha, reforçou a necessidade de protagonismo masculino no combate à violência, chamando os homens a debaterem o tema em fábricas, casas, igrejas e outros espaços cotidianos.

Após o ato, Márcia Lopes seguiu para a abertura da Caravana Federativa em São Paulo, onde entregou a cartilha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo articulações entre governo federal e entes locais. A agenda incluiu ainda a plenária “São Paulo contra o Feminicídio” na Câmara Municipal de São Paulo, com parlamentares, movimentos de mulheres e feministas.

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