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Política & Poder

Mendonça proíbe gravação de conversas de Vorcaro com advogados na prisão

Decisão do STF flexibiliza medidas de segurança na Penitenciária Federal de Brasília

Redação Jornal de Brasília

10/03/2026 15h37

Foto: Agência Brasil

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a gravação das conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima onde o empresário está detido.

A decisão foi proferida na noite de segunda-feira (9), atendendo a um pedido da defesa para flexibilizar as medidas de segurança inerentes ao funcionamento do presídio. Além de vetar as gravações, Mendonça autorizou visitas dos advogados sem agendamento prévio, a realização de anotações durante os encontros e o transporte de cópias impressas dos processos em andamento contra Vorcaro.

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) da semana passada, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master. Inicialmente custodiado na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, ele foi transferido para a unidade em Brasília na sexta-feira (6).

No ano passado, o banqueiro já havia sido alvo de mandado de prisão na operação, mas obteve liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. A nova detenção foi baseada em mensagens encontradas em seu celular, apreendido na primeira fase da investigação, nas quais ele ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.

A Operação Compliance Zero apura fraudes que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, para ressarcimento de investidores. Mais de 1,5 milhão de clientes foram afetados. Controlado por Vorcaro, o Banco Master expandiu rapidamente oferecendo Certificados de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidades acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, o banco assumiu riscos excessivos e estruturou operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real se deteriorava.

O Banco Central decretou a liquidação do Master em novembro de 2025, e a medida também atingiu a gestora Reag e o Will Bank em janeiro. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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