A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) defendeu nesta quinta-feira (3/9) o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração ocorre após a divulgação de mensagens entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, interceptadas pela Polícia Federal. Segundo o relatório policial, as conversas tratam de apurações sobre fraudes na instituição e citam contratos do banco com o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado.
Em manifestação nas redes sociais, a ex-ministra afirmou que a medida ajudaria a resguardar o tribunal e permitiria a Moraes exercer plenamente sua defesa. Para ela, o episódio reúne fatos de extrema gravidade e exige esclarecimentos com total transparência.
Os documentos vieram a público por determinação do ministro André Mendonça, relator do processo, que sugeriu o envio do material para avaliação no plenário da corte. O levantamento do sigilo provocou reação de Moraes, que contestou a condução do inquérito e a atuação do colega.
Marina também cobrou Mendonça por manter em segredo a apuração referente ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, caso que também envolve Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Ela declarou que o princípio da transparência e as regras do rito processual devem ser aplicados da mesma maneira para todos os investigados.