O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cantou louvores e subiu no trio elétrico com uma bandeira de Israel nas costas durante a 33.ª Marcha para Jesus, realizada ontem na capital paulista. Cotado como possível candidato à Presidência da República em oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tarcísio foi muito festejado. Durante discurso no palco, abordou o “arrependimento por nossos caminhos”.
“Hoje é o dia da reconciliação. É o dia de louvar, de agradecer, de se humilhar, de orar, de pedir perdão pelos nossos caminhos. E aí, a praga vai embora. O mal se afasta. A gente se reencontra com a prosperidade. A gente se reencontra com a bênção”, disse o governador. “É um dia de reconciliação, de buscar perdão. E se a nação sucumbir à idolatria e à corrupção?”, questionou.
A declaração ocorreu em clima de festa religiosa de maioria evangélica e forte mobilização de fiéis, com público estimado de 2 milhões pela organização. O evento reuniu carros de som, músicas gospel e bandeiras de Israel, em meio à recente escalada de tensão e troca de ataques com o Irã.
O governador anunciou uma medida simbólica para o evento evangélico: “Estamos sancionando, aqui e agora, a lei que torna o Renascer Praise (principal organizadora da Marcha) patrimônio cultural e imaterial do Estado de São Paulo.” A multidão entoou “parabéns” ao governador após o anúncio da sanção. Ontem ele completou 50 anos. Durante o evento, Tarcísio foi chamado de “um projeto de Deus” pelo apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, organizador da marcha.
‘Bíblia’
Em discurso marcado por referências bíblicas, Tarcísio evocou trechos bíblicos. Entre as autoridades presentes estavam o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Relações Institucionais, Gilberto Kassab (PSD) e o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi. O presidente Lula foi convidado, mas não compareceu à Marcha.
Estadão Conteúdo