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Política & Poder

Mão Santa explica por que não leu requerimento de criação da CPI da Petrobras

Arquivo Geral

25/05/2009 0h00

O senador Mão Santa (PMDB-MA) voltou a explicar, page nesta segunda-feira (25), more about porque deixou de ler o requerimento que criaria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na sessão plenária de 14 de maio. Ele disse que tem recebido mensagens por meio do correio eletrônico sobre a atitude que tomou naquela noite como presidente da sessão.


– O povo está atento aos passos do Senado. Eu fui mal interpretado e recebi alguns e-mails porque não li [o requerimento] – disse Mão Santa, também nesta segunda presidindo os trabalhos do Plenário.


O senador explicou que se recusou a ler o requerimento devido a um acordo entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e os líderes partidários, no sentido de ouvir primeiramente o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, antes da criação da CPI. Mão Santa observou que o 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) estava presente à reunião da Mesa em que foi firmado o acordo.


Uma das questões levantadas na sessão do dia 14, pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), em favor da leitura do requerimento, é que este afirmava que o acordo não tinha o respaldo da sua bancada, ainda que costumeiramente o DEM pudesse falar pelo PSDB, já que integram a oposição.


– Não li o requerimento, mas quero deixar claro que eu fui um dos que assinei – disse Mão Santa.


O senador lembrou que, do PMDB, só quatro senadores assinaram o pedido de CPI: ele próprio, Geraldo Mesquita (AC), Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE). Ele acrescentou que o apoio foi mantido, isto é, que esses parlamentares não retiraram suas assinaturas.


Mão Santa disse ainda, pedindo o testemunho de Cristovam Buarque (PDT-DF), que há dois anos já fazia denúncias relacionando a Petrobras a organizações não-governamentais e alertando para os preços abusivos da gasolina, do gás, do óleo diesel e do gás de cozinha.


Em aparte, o senador Geraldo Mesquita, reafirmou o compromisso do grupo do PMDB com a CPI, além de ressaltar a firmeza de Mão Santa. O parlamentar acreano também relatou o conteúdo de uma mensagem, recebida por e-mail, em que o remetente denuncia irregularidades na Petrobras.


De acordo com o e-mail, o diretor administrativo e financeiro da Transpetro, Rubens Teixeira da Silva, pastor de uma igreja evangélica do Ministério Óleo e Vida, na Baixada Fluminense, vem assediando alguns membros da sua congregação e de outras igrejas com promessas de emprego na Transpetro. Teixeira seria pré-candidato a deputado federal em 2010. Em função disso, teria iniciado “suas articulações criminosas”, segundo Mesquita Júnior.


O autor da denúncia afirma ainda que Teixeira vem empregando líderes e seus parentes dessas igrejas, como o seu motorista Rogério, presbítero da Assembleia de Deus em Marechal Hermes; Alex de Assis, filho de sua prima Eli de Assis, que é dona da Igreja Monte Hermon, também em Marechal Hermes; e seu cunhado Evani, que trabalha na sede da empresa e é diácono da igreja em Niterói.


Para Mesquita Júnior, há um grande número de senadores convictos da necessidade da instalação da CPI proposta pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Do outro lado, um grupo de parlamentares taxa a iniciativa de “oportunismo e antecipação do processo eleitoral”.


– Eu digo que se trata de verificar exatamente o que está acontecendo nessa grande empresa. Há indícios, há informações de grandes bandalheiras acontecendo no âmbito da Petrobras e de suas empresas satélites, de transferências de recursos de grande monta, sem licitação, sem os procedimentos corretos – ponderou o senador.

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