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Política & Poder

Mantega diz que crise não comprometerá crescimento sustentável da economia

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

Apesar de crescer menos em 2009, this por causa do desaquecimento da economia mundial e dos reflexos das recentes altas de juros pelo Banco Central, this site a economia brasileira continuará em expansão sustentável, viagra afirmou hoje (1º) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ministro rechaçou as alegações de especialistas de que a economia cresceria apenas 2% no próximo ano. “Se ficarmos com os braços cruzados e não tomarmos nenhuma providência, a economia crescerá pelo menos 2,5% apenas com o impulso de 2008 para 2009”, avaliou.

Na reunião da Coordenação Política do governo hoje, pela manhã, o ministro enumerou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as providências para conter as restrições de crédito para determinados segmentos da economia brasileira. “O governo não está de braços cruzados. A determinação do presidente é que vamos dar sustentação para todos os investimentos”, declarou.

Mantega, no entanto, negou a elaboração de qualquer pacote. “Quem precisa de pacote são os Estados Unidos. Estamos apenas tomando medidas específicas para problemas específicos”, explicou.

Em relação à falta de crédito para os exportadores, o ministro disse que o governo está vendendo dólares para manter a liquidez dos bancos e ampliando as linhas de crédito para o setor. Mantega, no entanto, admitiu que a equipe econômica pode intensificar a ajuda caso os exportadores continuem a encontrar problemas para vender ao exterior. “Se isso não for suficiente, novas medidas serão tomadas para irrigarmos essas linhas de crédito para exportação”, afirmou.

Sobre as dificuldades de crédito para a agricultura, o ministro afirmou que o Banco do Brasil está antecipando a liberação de R$ 5 bilhões para o setor: “O banco antecipou o cronograma e está liberando mais crédito, remanejando recursos de alguns fundos para dar mais crédito para a agricultura”. Antes da antecipação das liberações, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia informado que a falta de crédito poderia causar queda na safra que se inicia, com agricultores plantando menos, ou até utilizando menos insumos.

Para conter as restrições de crédito para os bancos médios, o ministro ressaltou que a diminuição do compulsório, tomada na semana passada, também está ajudando a dar mais liquidez a estes bancos. “Se não for suficiente, faremos outras medidas também para dar liquidez.” Mantega também destacou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terão o financiamento assegurado.

Na avaliação do ministro, o governo federal não precisa aumentar o corte de gastos para enfrentar a crise. Mantega citou os resultados das contas do setor público, divulgados ontem (30) pelo Banco Central e criticou a administração das finanças dos governos estaduais.

“Pela primeira vez, o governo central [formado pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central], conseguiu manter o superávit nominal de janeiro a agosto. São os estados que não estão conseguindo fazer superávit nominal”, disse Mantega.

Para tentar mostrar a solidez da economia brasileira, o ministro citou ainda o fato de que, em setembro, as reservas internacionais, atualmente em R$ 207 bilhões, não sofreram queda. “Na crise da Rússia em 1998, que era muito menor que a atual, nossas reservas evaporaram em poucas semanas porque o câmbio era fixo”, concluiu.

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