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Política & Poder

Malafaia chama filhos de Bolsonaro de ‘jumentos’ após carta de Flávio

Pastor criticou o episódio em mensagem a aliados e citou recuo de Donald Trump no apoio ao senador.

Redação Jornal de Brasília

28/10/2026 20h15

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Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

O pastor Silas Malafaia atacou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de uma carta considerada golpista por Flávio Bolsonaro. Em mensagem no WhatsApp nesta quarta-feira (28), ele chamou os irmãos de “jumentos” e criticou a condução política do episódio.

Nas mensagens enviadas a aliados, Malafaia escreveu ainda que os filhos de Bolsonaro “só se aconselham com gente errada”. A correspondência foi obtida pela coluna e publicada pelo jornal O Globo.

Em outro trecho, o líder religioso citou o presidente norte-americano Donald Trump, que teria retirado seu apoio ao senador. “Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”, declarou.

A carta de Flávio Bolsonaro foi divulgada pelo aliado Paulo Figueiredo e o levou a se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O senador estava em Miami, para onde fugiu depois da derrota na eleição presidencial.

Diante da repercussão, o parlamentar publicou uma nova versão do comunicado, na qual passou a se definir como “líder do Brasil”. A declaração eleitoral não apresentou provas para a acusação de fraude.

Antes de sair do país, Flávio Bolsonaro ainda discutiu com aliados a possibilidade de pedir uma auditoria das urnas eletrônicas. Em um almoço em Brasília na segunda-feira (26), o grupo avaliou os riscos de uma nova ofensiva contra o sistema.

Entre os participantes do encontro estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o coordenador da campanha, Rogério Marinho, e o senador eleito Guilherme Derrite. As advogadas Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet também foram ouvidas.

Um dos argumentos contrários à medida lembrou a multa de R$ 22,9 milhões aplicada ao PL por litigância de má-fé após as eleições de 2022. A decisão foi do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes.

Procurado para comentar as mensagens, Silas Malafaia recusou-se a falar. “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo”, respondeu.

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