A maioria da população brasileira acredita que militares não deveriam ter cargos no governo federal e também não tinham que participar de manifestações políticas. O levantamento é do Instituto Datafolha e foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo na noite de domingo (11).
58% das pessoas ouvidas acham que militares não deveriam ter cargos. Na gestão Bolsonaro, sete ministros vieram do Exército, um da Marinha, um da Aeronáutica e um da Polícia Militar:
- General Braga Netto (Casa Civil)
- General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
- General Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência — já exonerado)
- General Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo)
- General Fernando Azevedo e Silva (Defesa)
- General Eduardo Pazuello (Saúde — já exonerado)
- Almirante Bento Albuquerque (Minas e Energia)
- Capitão Wagner Rosário (Transparência)
- Capitão Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura)
- Tenente-coronel Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações)
Para além dos ministérios, outros 6.157 militares fazem parte da administração do governo federal. O número, levantado em 2020, é duas vezes maior que em 2016, quando 2.957 militares estavam cedidos ao governo.
Ainda sobre o tema, o levantamento do Datafolha mostra que 62% da população acredita que militares não deveriam participar de manifestações políticas. A prática é recorrente no governo Bolsonaro: Pazuello, por exemplo, participava de alguns atos junto ao presidente Jair Bolsonaro. 34% acredita que eles devem estar presente nos atos.
A pesquisa ouviu 2.074 pessoas com 16 anos ou mais, de forma presencial, nos dias 7 e 8 de julho. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.