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Política & Poder

Lula defende soberania do Brasil sobre minerais críticos

Em Campinas, presidente disse que o país pode firmar parcerias, mas sem abrir mão do controle sobre a exploração dessas riquezas. Ele também participou da inauguração de novas linhas de luz síncrotron do Sirius e do lançamento de um programa de inovação em saúde.

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 14h52

Lula

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil não abrirá mão de sua soberania sobre a exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país. Durante evento em Campinas, no interior de São Paulo, ele disse que outros países podem se associar ao Brasil para explorar esses recursos, desde que dentro do território brasileiro.

“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, afirmou o presidente.

Lula também disse que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), podem ajudar a realizar um estudo sobre esses recursos no país. No discurso, ele defendeu a importância de ciência e conhecimento para avançar na área.

A fala foi feita durante a cerimônia de inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, em Campinas. As novas linhas, chamadas Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê, devem ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. O investimento informado é de R$ 800 milhões, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Segundo o governo, a linha Tatu permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas. A Sapucaia será voltada a estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias. A Quati vai permitir investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos. Já a Sapê pretende desenvolver materiais avançados com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, além de materiais supercondutores e semicondutores.

Na cerimônia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, afirmou que a inauguração representa um salto tecnológico para o país e destacou o papel do CNPEM na produção de conhecimento e na redução da dependência de laboratórios estrangeiros.

Além da inauguração das novas linhas, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, acompanharam o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. O programa será realizado inicialmente pelo CNPEM e, segundo o governo, tem o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde, ampliando o desenvolvimento de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

*Com informações da Agência Brasil

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