O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu medidas para restringir o uso de inteligência artificial durante o período eleitoral, argumentando que manipulações de imagens e vozes podem favorecer mentirosos.
Durante o lançamento de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Camaçarí (BA), nesta quinta-feira (14), Lula elogiou a iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir o uso de IA dois dias antes das eleições. “Eu estava na posse do presidente do Tribunal Superior Eleitoral [ministro Nunes Marques] e ele disse assim: ‘Vou proibir inteligência artificial dois dias antes das eleições’. E eu achei maravilhoso”, relatou.
Lula destacou os benefícios da inteligência artificial em áreas como saúde, educação, ciência e tecnologia, mas alertou para os perigos na política. “O que é inteligência artificial? É a maior evolução desse mundo digital. Posso colocar a cara do Wagner, posso colocar a voz do Wagner, mas não é o Wagner”, exemplificou, referindo-se a deepfakes que podem distorcer a realidade.
“Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”, enfatizou o presidente. Ele questionou a validade de usar IA para decisões pessoais, como escolher um padrinho para o filho, e defendeu que a política deve ser um “templo da verdade”, onde mentiras não têm lugar.
Lula sugeriu discussões legislativas sobre o tema para proibir o uso de IA em campanhas políticas, afirmando que políticos devem olhar nos olhos do povo para transmitir honestidade. “Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a dona Lindu não aceitará inteligência artificial para fazer campanha política”, concluiu, referindo-se à sua mãe. As informações foram retiradas da Agência Brasil.