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Lula critica PEC de Bolsonaro que todos os senadores do PT votaram a favor

Lula classificou como “eleitoral” a PEC que concede uma série de benefícios sociais, aprovada na quinta-feira (30) no Senado

Por FolhaPress 01/07/2022 5h51
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “eleitoral” a PEC (Proposta de Emenda à Constitucional) que concede uma série de benefícios sociais, aprovada na quinta-feira (30) no Senado, e acusou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de tentar “comprar o povo”. Lula e Bolsonaro são pré-candidatos à eleição em outubro.

“Bolsonaro sabe que o problema dele é o povo brasileiro. É por isso que ontem ele mandou várias medidas para aumentar o auxílio emergencial -que era uma reivindicação da oposição- no valor de R$ 600… aumentar o vale-gás, dar um auxílio para os motoristas autônomos… O povo tem que pegar o dinheiro, mas não é isso que vai resolver o problema, porque tudo isso acaba em dezembro”, disse Lula, durante entrevista à Rádio Metrópole.

“Na verdade, o projeto que ele mandou é um projeto eleitoral. Ele acha que pode comprar o povo. Ele acha que o povo é um rebanho. Ele acha que o povo não pensa. Ele acha que o povo vai acreditar em mentira. E não vai. Chega. Ele vai deixar a Presidência da República porque uma coisa chamada ‘povo brasileiro’ vai para a urna eletrônica dizer ‘chega'”, completou, na sequência.

O Senado aprovou ontem a PEC que cria o vale-caminhoneiro de R$ 1.000, aumenta o vale-gás para R$ 120 e o Auxílio Brasil para R$ 600, além de dar outros benefícios.

Na proposta, há um artigo estabelecendo o estado de emergência no Brasil, em função da alta dos preços dos combustíveis.

Isso abre espaço para a liberação de recursos em ano eleitoral. O custo de todas as ações é de R$ 41,25 bilhões. O texto segue para votação na Câmara dos Deputados.

Apesar de serem polêmicas, as medidas foram aprovadas quase por unanimidade pelos senadores, inclusive a base de oposição, entre eles, os parlamentares do PT (Partido dos Trabalhadores), sigla a qual pertence Lula.

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Apenas o José Serra (PSDB-SP) foi contrário à proposta nos dois turnos de votação. Ele afirmou que a PEC é eleitoreira e compromete as contas públicas do país.

Oposição diz que não pode ser contra auxílios

Para o presidente do PDT, Carlos Lupi, a PEC é oportunismo eleitoral, mas não havia como votar contra, conforme relatou Chico Alves, colunista do portal UOL.

“É uma questão de oportunismo eleitoral. Por que só agora? Não votamos contra porque a proposta atende aos mais necessitados. Nossa oposição é a Bolsonaro, não aos pobres”, afirma Lupi.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz que fica “difícil votar contra os benefícios quando o povo está sofrendo”.

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“Criticamos a PEC porque ela é de emergência eleitoral, isso sim. Se tivessem preocupação com o povo, já teriam tomado medidas antes”, afirma a presidente do PT na coluna de Alves.

Gleisi diz continuar a considerar “um horror” a proposta, mas que diante da crise qualquer coisa ajuda.

“Para quem está sem dinheiro, R$ 200 a mais de auxílio já é alguma coisa, mas do ponto de vista estrutural não resolve, não é sustentável”, diz a deputada.

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