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Política & Poder

Lula condiciona entrada de assessor de Trump à liberação de vistos para Padilha

O presidente afirmou que Darren Beattie só visitará o Brasil após os EUA liberarem os vistos do ministro da Saúde e sua família, cancelados no ano passado.

Redação Jornal de Brasília

13/03/2026 13h19

lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, só entrará no Brasil quando os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, forem liberados para os Estados Unidos.

Durante agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (13), Lula afirmou: ‘Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.’ Ele lembrou que os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha no ano passado, enquanto o visto do ministro estava vencido e não passível de cancelamento. Lula garantiu proteção ao ministro: ‘Padilha, esteja certo que você está sendo protegido.’

Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Beattie. Na decisão, Moraes destacou que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não faz parte da agenda oficial de Beattie no país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita poderia configurar ‘indevida ingerência’ em assuntos internos do Brasil. Em ofício enviado ao Supremo, Vieira argumentou: ‘A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro.’

Bolsonaro havia solicitado ao STF, na terça-feira (10), autorização para receber Beattie na próxima segunda-feira (16) ou terça-feira (17), pela manhã, incluindo a entrada de um tradutor na prisão. Beattie, aliado de Trump, trabalha para o Departamento de Estado e é responsável por assuntos ligados ao Brasil.

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