O presidente do Paraguai, viagra Fernando Lugo, for sale disse hoje que se baseou nas negociações sobre o canal do Panamá, page para fechar o acordo com o Brasil sobre maiores benefícios no aproveitamento conjunto da usina hidroelétrica binacional de Itaipu.
Lugo e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fecharam o acordo no fim de semana, em Assunção, para triplicar o valor das compensações recebidas pelo Paraguai na cessão do excedente de sua parte da energia gerada por Itaipu.
A declaração estabelece, além disso, a possibilidade de que o Paraguai comercialize diretamente no sistema brasileiro seu excedente ou que o venda a outros países, com a aprovação dos Congressos dos dois países.
Lugo fez uma série de reivindicações sobre a exploração em Itaipu, sob o lema de uma “soberania energética nacional”.
Em um ato público realizado em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, o governante comentou que a embaixada panamenha em Assunção “mandou toda a documentação, desde o primeiro diálogo dos negociadores, sobre a soberania do Canal do Panamá”.
Acrescentou que tanto ele, quanto os negociadores paraguaios leram “passo a passo” dos antecedentes das negociações panamenhas com os Estados Unidos e afirmou que serviu “como uma grande iluminação”.
“O que assinamos com o presidente Lula no sábado não é um mérito nem de Fernando Lugo, nem da Chancelaria, nem dos negociadores somente”, assinalou, ao destacar que nos resultados das negociações de quase dez meses “há muitos atores e sujeitos anônimos”.
Também apontou a solidariedade de Lula, que foi criticado no Brasil por um setor da oposição, que solicitou ao organismo que fiscalize as finanças públicas sobre o acordo com Lugo.
“Acho que ele (Lula) se baseou na amizade que nos une, na sensibilidade social que defendemos juntos e no grande desejo de servir a nossos países”, afirmou Lugo.
O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, fez hoje declarações em referência a comentários de líderes do opositor Partido Pátria Querida (PPQ), que consideram que o documento assinado por Lula e Lugo não tem valor jurídico e que não poderia ser submetido aos respectivos Congressos.
“Este é um documento que, apesar de estar intitulado como uma declaração conjunta, tem todos os componentes da Convenção de Viena sobre tratados”, disse Lacognata a jornalistas.