O presidente venezuelano, stomach Hugo Chávez, “só sabe governar em um contexto de confronto”, e deve assumir suas “responsabilidades como governante” após dez anos no poder, afirmou hoje o líder opositor e governador de Miranda, Henrique Capriles Radonski.
“Chávez continua pensando que está na oposição, mas tem de assumir que é o presidente, e que as responsabilidades devem ser exigidas dele”, disse Capriles Radonski em entrevista à Agência Efe.
O governador, que pertencente ao partido Primeiro Justiça, e que se define como politicamente “de centro”, foi eleito em 23 de novembro ao derrotar seu rival político, o governista Diosdado Cabello, um dos homens mais próximos ao líder venezuelano.
“O resultado das eleições refletiu um país equilibrado e mostra a pluralidade do país”, assinalou Capriles Radonski, de 36 anos.
No pleito regional, os candidatos do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) obtiveram 17 dos 22 governos regionais e cerca de 80% das Prefeituras, mas o chamado “corredor eleitoral”, que reúne os estados mais povoados do país, ficou com a oposição.
O jovem governador, que tomou posse há apenas uma semana, também criticou o projeto de emenda constitucional impulsionado por Chávez para se candidatar a um terceiro mandato nas eleições presidenciais de 2012, o que é proibido pela vigente Carta Magna.
“A emenda constitucional não prosperará (…) é preciso espaço para alternância. O presidente já está há 10 anos no poder”, assinalou.
Em dezembro do ano passado o governante já tinha levado à consulta popular um projeto de reforma constitucional que incluía, entre outros aspectos, a possibilidade de reeleição presidencial indefinida, e que foi rejeitada por uma pequena margem.
“Chávez se equivoca, está abusando do poder. Ele tem de entender que a sorte da Venezuela não é a sorte de uma só pessoa”, acrescentou o líder opositor.