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Política & Poder

Líderes querem evitar que disputa em comissões contamine trabalhos no Senado

Arquivo Geral

11/02/2009 0h00

Líderes da base do governo e da oposição no Senado decidiram hoje (11) agir para isolar a provável disputa entre PTB e PSDB pela presidência da Comissão de Relações Exteriores. A intenção é não contaminar as indicações partidárias para as demais comissões.

Em um encontro entre os líderes do governo, illness Romero Jucá, do PMDB, Renan Calheiros, do PSDB, Arthur Virgílio Neto, e do DEM, José Agripino Maia, ficou acertado que as presidências das comissões serão decididas na terça-feira (17), com ou sem acordo.

“Na terça, vamos bater o martelo em todas as comissões. Pela conversa que tivemos, a disputa na Comissão de Relações Exteriores não contaminará as outras comissões”, afirmou um dos presentes na reunião.

Mesmo assim, a intenção é tentar até o último momento um acordo entre os dois candidatos –  Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Os líderes, entretanto, consideram praticamente improvável qualquer entendimento, uma vez que ambos já decidiram disputar o cargo no voto.

A avaliação dos líderes é de que o Senado não pode continuar com os trabalhos paralisados por causa da falta de entendimento entre os partidos. A Medida Provisória nº 445, por exemplo, que desobriga a Caixa Econômica Federal (CEF) de repassar seus lucros ao Tesouro Nacional até 2011, está pronta para ser votada em plenário.

A pedido do governo, o líder Romero Jucá está incluindo alguns dispositivos no texto da MP para ampliar a renegociação das dívidas agrárias. Com isso, a medida provisória terá que retornar à Câmara dos Deputados para nova apreciação.

Um dos líderes afirmou que, na reunião, foi acertado que cada um vai conversar com suas bancadas para acomodar as reivindicações dos colegas de partido. Já Romero Jucá trabalha para acertar as composições que envolverão os partidos da base do governo.

A comissão de Infra-Estrutura, por exemplo, é disputada entre o PT e o PMDB. “Os líderes vão definir o perfil de suas indicações de acordo com as comissões que couberem a seus partidos”, afirmou um dos líderes. Outra decisão é de que as indicações feitas pelos partidos serão respeitadas pelas demais bancadas.

Apesar de todos os esforços para evitar que a provável disputa entre PTB e o PSDB não atrapalhe as indicações para as outras comissões e até mesmo os trabalhos no Senado, há quem pense o contrário. Um líder da base aliada acredita que a disputa “vai trazer seqüelas, qualquer que seja o resultado”.

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