VICTORIA DAMASCENO
PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS)
Líderes e porta-vozes de países asiáticos como China, Coreia do Sul, Rússia, Índia, Irã, Japão e Malásia parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória na eleição para a Presidência, neste domingo (25), sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, único líder asiático a apoiar publicamente o senador, calou-se.
Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, disse nesta segunda-feira (26) que o país está pronto para trabalhar com o Brasil “para avançar na construção da comunidade China-Brasil de futuro compartilhado”.
“A China toma nota do anúncio do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil sobre a vitória do presidente Lula no segundo turno e apresenta suas felicitações por isso”, afirmou.
Questionado sobre o pedido de Flávio para anular o pleito, o porta-voz foi breve. “A China respeita a escolha do povo brasileiro.”
Xi Jinping ainda não se manifestou. A expectativa é que o líder chinês envie uma mensagem nos próximos dias. Em 2022, o telegrama de felicitações a Lula foi divulgado no dia seguinte ao segundo turno.
Segundo o Kremlin, o presidente Vladimir Putin enviou um telegrama em que chama Lula de “querido amigo” e diz que o resultado “confirmou plenamente o reconhecimento, por seus concidadãos, de suas notáveis qualidades de liderança”.
“É difícil superestimar sua contribuição pessoal para o fortalecimento das relações de parceria estratégica entre Brasil e Rússia”, escreveu o russo, que também felicitou o brasileiro pelo aniversário de 81 anos, que Lula completa nesta terça-feira (27).
Já o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, chamou Lula de “meu querido amigo” em uma publicação no X, na qual celebrou a “notável vitória” e disse esperar “aprofundar e ampliar a multifacetada parceria estratégica Índia-Brasil”.
“Juntos, continuaremos a fortalecer nossa cooperação em diversos setores, a promover as prioridades comuns do Sul Global e a trabalhar por um mundo mais inclusivo, equitativo e sustentável.”
Nova Déli, capital da Índia, foi a primeira parada da viagem de Lula à Ásia em fevereiro deste ano, quando o brasileiro fez visita de Estado durante uma cúpula sobre inteligência artificial organizada pelo país.
De lá, Lula seguiu para Seul, na Coreia do Sul, onde os dois países elevaram a relação ao nível de parceria estratégica. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, retribuiu a visita em julho, em Brasília.
Nesta segunda, Lee publicou no X, em coreano e em português, uma mensagem em que chama Lula de “meu querido amigo e companheiro” e diz que guarda com carinho “as conversas e os momentos de alegria que compartilhamos” e que aguarda “com expectativa o dia em que nos reencontraremos”.
“Acredito que, com base na confiança e nas expectativas depositadas pelo povo brasileiro, o senhor continuará desempenhando um papel importante. Torço sinceramente para que siga avançando com determinação rumo ao futuro do Brasil que sempre idealizou.”
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse esperar que, no novo mandato, “as relações amistosas entre a República Islâmica do Irã e a República Federativa do Brasil se ampliem ainda mais”, com cooperação voltada ao fortalecimento do multilateralismo e da paz internacional, segundo a imprensa estatal.
Em Tóquio, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, principal porta-voz do governo japonês, parabenizou Lula pela reeleição e afirmou que “Japão e Brasil são parceiros estratégicos globais que compartilham valores fundamentais e estão unidos por um laço especial através da maior comunidade nipo-brasileira do mundo”.
O premiê da Malásia, Anwar Ibrahim, felicitou Lula por sua “histórica vitória eleitoral”. O primeiro-ministro chamou o brasileiro de “amigo querido” e afirmou que a Malásia espera trabalhar em estreita colaboração com o Brasil sob a liderança contínua de Lula.
“Seu compromisso de toda a vida com a justiça social, com a redução da pobreza e com a garantia de que as vozes dos países em desenvolvimento sejam ouvidas lhe rendeu respeito muito além do Brasil.
Sempre valorizei nossa amizade e compartilho sua convicção de que o Sul Global deve ter uma voz mais forte na construção de uma ordem internacional mais justa”, escreveu em uma publicação no X.