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Política & Poder

Lewandowski diz que eleitores repudiaram fichas-sujas

Arquivo Geral

03/10/2010 23h54

Com 96,83% dos votos apurados, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou hoje à noite que os eleitores de alguns Estados repudiaram os candidatos atingidos pela Lei da Ficha Limpa. “Em alguns Estados verificamos que os candidatos barrados pela lei complementar 135 foram repudiados pelos eleitores”, disse. “A primeira avaliação é de que estamos convencidos de que a lei prestou um serviço importante”, disse.

Um desses candidatos é Expedito Junior, que disputou o governo de Rondônia. Ele teve o mandato de senador cassado num processo no qual foi acusado de compra de votos e abuso de poder econômico. Na eleição de ontem, a candidatura de Junior estava sub judice. Por esse motivo, o número de votos recebidos por ele não foram divulgados. Mesmo que todos os votos nulos fossem computados para ele, Junior ficaria em terceiro lugar.

Lewandowski observou que ocorreu um fenômeno, de renovação da bancada da Câmara Distrital de Brasília, que no ano passado viu vários de seus integrantes se envolver com suspeitas de corrupção. “Há um fenômeno interessante que se concentra no Distrito Federal que é a renovação de políticos, sobretudo na Câmara Distrital. Talvez possa representar uma resposta do eleitorado aos últimos acontecimentos”, afirmou.

O presidente do TSE não quis comentar a eleição com recorde de votos do palhaço Tiririca para a Câmara dos Deputados. No entanto, ele disse que votos de protesto devem ser encarados como uma forma de manifestação popular transitória num período de amadurecimento da democracia.

Lewandowski afirmou que a eleição foi tranquila, com poucas ocorrências, se considerado o tamanho do Brasil, que é um país com dimensões continentais. Foram registradas 49 prisões de candidatos e 1.089 prisões de pessoas que não disputaram cargos. Os motivos foram irregularidades como boca de urna, propaganda ilegal, transporte e fornecimento ilegal de alimentos, compra de votos e corrupção eleitoral.

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