O Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu por volta das 16h40 a reunião que busca reexaminar o processo contra Leonardo Bandarra e a promotora Deborah Guerner, acusados de estarem envolvidos no esquema de corrupção da Operação Caixa de Pandora. O julgamento está agora em modo sigiloso por causa da apresentação de um laudo que trata sobre a sanidade mental de Guerner.
Segundo informações, o laudo foi apresentado pelos advogados ao Conselho. Após a deliberação, o julgamento será retomado normalmente. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, presidente do CNMP, é o responsável por ter convocado a sessão.
Lembre o caso
No final de novembro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu que o Conselho Nacional do Ministério Público afastasse os promotores envolvidos no mensalão do DEM. Em ofício enviado ao órgão responsável pela fiscalização de procuradores e promotores, o MPDFT afirma que Leonardo Bandarra e Deborah Guerner são “incompatíveis com a dignidade e importância” das funções que exercem.
Bandarra, ex-chefe do MPDFT, Deborah são acusados pela procuradoria federal de receber propina do mensalão do DEM para manter informado o ex-governador José Roberto Arruda e alguns dos seus principais auxiliares sobre as investigações feitas contra eles. Os promotores negam.
O documento, que leva a assinatura de oito promotores, foi enviado ao CNMP em 8 de novembro e publicado ontem pelo MPDFT. Os integrantes do Conselho se reúnem na próxima semana, mas a pauta ainda não está decidida.
Segundo a atual chefe do MPDFT, Eunice Carvalhido, os dois são acusados formalmente e, por isso, devem ser afastados da promotoria. “Urge que seja reapreciado o afastamento de ambos, de modo a impedir o exercício de funções cuja dignidade e importância se mostram incompatíveis com a condição de denunciados por condutas de tamanha gravidade.”