O julgamento da aplicação imediata da lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010 entrou na história do Supremo Tribunal Federal. A votação, que aconteceu nesta quinta-feira (23), terminou empatada no tribunal, por 5 a 5, e foi suspensa pelo presidente da corte, Cesar Peluso. Ainda não foi marcada a data para ser retomada a discussão do tema. O voto de desempate gerou polêmica no plenário e ainda é uma incógnita entre os ministros. Na ocasião, também seria definido a situação política do candidato ao Governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que depende da decisão do colegiado para seguir com sua candidatura.
De acordo com Cezar Peluso, a suspensão não está condicionada à nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de um novo ministro para a vaga de Eros Grau, que se aposentou em agosto. Após a votação, os ministros cogitaram essa possibildade como forma de desempatar a votação.
Votaram à favor da norma os ministros: Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. Votaram contra a lei os ministros: Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.
Ao final da votação em plenário, foi marcada para as 14h da próxima segunda-feira (27) uma sessão extraordinária, mas, segundo informou a assessoria do tribunal, um outro assunto entrará na pauta. Portanto, ainda não há data prevista para os ministros decidirem sobre a questão.
Milhares de pessoas esperavam a decisão em frente a casa de Joaquim Roriz, no Park Way. O assessor de comunicação do político, Paulo Fona, disse que Roriz “ficou surpreso” com a suspensão porque tinha expectativa de que a decisão fosse dada ao final do julgamento.
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