Fábio Grecchi, Eduardo Brito, Natasha Dal Molin e Isabel Paz
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O próprio Agnelo Queiroz (PT) diz que precisa trabalhar incansavelmente para se popularizar porque só é conhecido de dois terços da população. Natural de Itapetinga (BA), o candidato ao Governo do Distrito Federal pela coligação Um Novo Caminho, que juntou 11 legendas, entre elas uma união impensável com o PMDB, ele está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com cerca de 26%. Mesmo em campanha, o médico-cirurgião carrega um ar de tranquilidade que, de certa forma, contrasta com a trajetória de militante que iniciou a vida política no PCdoB.
Aos 51 anos e com um pique invejável demonstrado nos primeiros dias de corpo a corpo, Agnelo conta com o apoio da esposa, a também médica Ilza Maria, que o tem acompanhado em alguns compromissos eleitorais. O casal tem dois filhos e mora no Lago Sul, numa mansão que virou alvo das atenções na recente disputa interna no PT para quem iria concorrer ao governo: ele ou Magela, que acabou como candidato a deputado federal. A casa teria invadido área pública, além de ter sido registrada com valor inferior ao real.
Mas esse foi apenas um dos revezes que a vida pública trouxe a Agnelo, que também enfrentou acusações de irregularidades em contratos do Programa Segundo Tempo, que ele criou quando foi ministro do Esporte, no primeiro mandato de Lula. Episódios que, segundo ele, já foram superados. “Fui considerado inocente de todas as acusações”, diz, orgulhoso por se considerar ficha limpa. Mas o petista tem evitado usar a lei para atacar o mais forte adversário, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
Ele foi deputado federal (três vezes) e distrital. Depois de ser ministro, foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Seu currículo apresenta agora uma exceção: a parceria inédita com o PMDB. O ex-comunista nunca imaginou dividir palanque com Tadeu Filippelli (PMDB), o vice na chapa.
Confira a entrevista na edição deste domingo (18) do Jornal de Brasília.