Amanda Costa e Francisco Dutra, com agências
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Opolicial militar João Dias Ferreira, que denunciou um suposto esquema de dinheiro no Ministério do Esporte, foi preso ontem, após invadir o Palácio do Buriti. Conduzido à 5ª Delegacia de Polícia, ele foi autuado pelos crimes de injúria, por insultar de forma racista uma das servidoras da Secretaria de Governo, e pelo menos duas lesões corporais, contra outra funcionária e um policial militar em serviço da equipe de segurança do Palácio.
Após prestar esclarecimentos na 5ª DP, Dias foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML). De lá iria para a Corregedoria da PM, onde prestaria depoimento. Até o fechamento desta edição, às 22h30, ele permanecia no IML.
Ontem à tarde, o PM teria chegado ao gabinete do secretário de Governo, Paulo Tadeu, com um saco de dinheiro na mão, exigindo falar com ele. Como o secretário não estava, ele, que é faixa preta de kung fu, passou a agredir duas servidoras do gabinete. Quando a segurança foi chamada, Dias acabou jogando dinheiro sobre a mesa delas.
R$ 159 mil em dinheiro
Segundo a Polícia Civil foram recolhidos na Secretaria de Governo R$ 159 mil em dinheiro vivo. Conforme informou o GDF, em nota, as cédulas serão periciadas.
Segundo a nota do governo, João Dias “teve de ser contido pelos seguranças, já que apresentava comportamento agressivo”.
O GDF também confirmou que Paulo Tadeu não estava no Palácio durante o episódio. O secretário e outras autoridades do governo participavam de reunião com os governadores do Centro-Oeste na Residência Oficial de Águas Claras.
A segurança do Palácio do Buriti abriu procedimento para apurar como se deu o acesso de João Dias ao prédio. O GDF informou que “também vai apurar com que objetivos escusos o policial apareceu, de forma despropositada no Buriti”.
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