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Política & Poder

JBr entrevista Rodrigo Dantas

Arquivo Geral

16/08/2010 8h29

Bruna Torres

bruna.torres@jornaldebrasilia.com.br

 

O candidato ao GDF pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Rodrigo Dantas, tem as propostas de governo ligadas à classe dos trabalhadores, claro, e à juventude. Aos 42 anos, sabe que não vencerá as eleições. Ele próprio justifica dizendo que se trata de um jogo de cartas marcadas. Dantas sublinha que os governantes são escolhidos pela classe dos grandes empresários. Na vida política desde os 15 anos – quando participou de um movimento na escola contra a demissão de professores –, já esteve em outros partidos no Rio, como o PSOL, onde foi um dos fundadores, e no PT, de onde saiu na década de 80 por acreditar que a legenda de Lula tomou rumos diferentes – aliás, muito criticados por ele.  Pela falta de estrutura financeira e pouca visibilidade do partido, explica que terá a divulgação da campanha voltada para os locais de trabalho e estudo, centrada em escolas, universidades, locais de trabalho e estudo. “Vamos construir a campanha onde existimos”.

 

Dantas nasceu no Rio de Janeiro, em 1942. Veio para Brasília em 1995 concursado, ano em que começou a dar aulas na Universidade de Brasília (UnB). Se formou em Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fez mestrado e doutorado em Filosofia Ética e Filosofia Política também pela UFRJ. 

 

 

O senhor acredita que tem chances de vencer as eleições?

 

Acreditamos que se existisse uma igualdade na visibilidade, com possibilidade de falar nos grandes meios de comunicação, nós poderíamos ganhar as eleições. Mas, desta forma, torna difícil para que possamos vencer. O problema é que os grandes bancos e os grandes empresários financiam e elegem seus candidatos políticos e empresários. Quem não se enquadra neste figurino é considerado nanico. As eleições são um território de cartas marcadas. As grandes empresas e os grandes bancos financiam e elegem seus candidatos. 

 

 

O que o senhor achou do Distrito Federal quase passar por um processo de intervenção?

 

A crise demonstrou que a corrupção domina em todos os contratos e convênios. Demonstrou que significa um governo controlado pelos empresários que apostam nas privatizações. A eleição dos parlamentares vai de acordo com os interesses desses empresários.

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.

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