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Política & Poder

Itamaraty amplia reação a Milei e convoca embaixador da Argentina no Brasil para esclarecimentos

Redação Jornal de Brasília

26/07/2026 18h14

EVARISTO SA/AFP

Augusto Tenório
Folhapress


O Itamaraty ampliou a pressão sobre a Argentina e convocou na tarde deste domingo (26) o embaixador do país no Brasil, Daniel Raimondi.

Segundo diplomatas, o argentino foi chamado para em reação às atitudes do presidente Javier Milei, que xingou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao participar da convenção do PL neste sábado (25).

Mais cedo, o governo Lula convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli. Na diplomacia, esse tipo de decisão é rara, sendo tomada apenas quando um país quer demonstrar um alto grau de descontentamento nas relações bilaterais.

Integrantes do Itamaraty afirmam que esse tipo de ação, pelo Brasil, só teve precedente na crise diplomática de 2024 com Israel. Na ocasião, o presidente Lula (PT) foi classificado como “persona non grata” por comparar os ataques israelenses contra civis na Palestina ao holocausto.

Nessa crise, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou o então embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, para uma reunião. Ao mesmo tempo, chamou o representante brasileiro em Tel Aviv de volta a Brasília.

Milei compareceu à convenção do PL no sábado, algo incomum, para apoiar o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Eles são aliados.

O presidente argentino chamou Moraes de “lixo careca” por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília por tentativa de golpe de Estado.

Milei ainda afirmou que confia em Flávio e lhe deu um conselho: “os esquerdistas vão jogar duro, se preparem para uma grande batalha”.

Em outro momento, Milei afirmou que “esquerdistas de merda” colocaram a Argentina na pobreza. Em um discurso de cerca de 30 minutos, o argentino falou sobre a trajetória do seu país e condenou o socialismo. Afirmou que, em todos os lugares, a receita da esquerda é a mesma: destruir as contas públicas para ganhar as eleições.

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