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Iniciada “motociata” em São Paulo com Bolsonaro

Sem máscara, Bolsonaro partiu da Praça Campos de Bagatelle, em Santana, na zona norte. Um “pedágio solidário” foi montado para receber doações de alimentos que serão distribuídos em comunidades

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Por volta de 9h40, o presidente Jair Bolsonaro deu início à prometida “motociata” em São Paulo. Sem máscara, Bolsonaro partiu da Praça Campos de Bagatelle, em Santana, na zona norte de São Paulo, cercado de motociclistas que também não usavam o item de proteção facial contra a covid-19.

Um “pedágio solidário” foi montado para receber doações de alimentos que serão distribuídos em comunidades em São Paulo. Duas fileiras com voluntários, em sua maioria de máscara, recepcionavam os motociclistas que seguiam rumo a praça Campo de Bagatelle e distribuíam bandeiras do Brasil e adesivos.

Saindo de Santana, a motociata intitulada de “Acelera para Cristo” deve seguir pela marginal Tietê, a partir da ponte Governador Orestes Quércia, e continuar até o quilômetro 62 da Rodovia dos Bandeirantes. No retorno, o trajeto passará pela marginal Pinheiros, seguindo até a ponte Engenheiro Ari Torres e, dali, seguirá pela avenida dos Bandeirantes e avenida Rubem Berta, encerrando no obelisco do Ibirapuera.

Em nota nesta sexta-feira, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que haverá um efetivo de mais 6.300 policiais a postos. O policiamento será reforçado em toda a capital, na região metropolitana e na rodovia dos Bandeirantes. Também os pontos de concentração e dispersão do ato terão patrulhamento ampliado. Para tanto, a polícia diz que contará com diferentes batalhões, com cerca de 2.100 viaturas, cinco aeronaves e dez drones. A operação também contará com apoio de CET, Guarda Civil Metropolitana e AutoBAn. Na reunião com a PM, foram estabelecidas algumas regras: as motos deverão estar todas emplacadas e não poderão trafegar a mais de 40 km/h. Será proibido empinar o veículo, e todos deverão usar capacete e máscaras.

O evento vinha sendo pensado há cerca de um mês com proporções bem mais modestas, organizado por um grupo de comerciantes, com Vilar à frente, e de igrejas evangélicas do estado, mas o ato cresceu muito desde que Bolsonaro confirmou participação, o que inclusive começou a incomodar alguns representantes de associações de motociclistas, que dizem que o evento foi “sequestrado” por líderes religiosos sem relação com o universo motoqueiro. Com informações da Folhapress






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