Menu
Política & Poder

Indígenas do Xingu dizem que ficaram sem votar por redução de ônibus de prefeitura bolsonarista

Eles culpam o prefeito da cidade, Fernando Gorgen (DEM), apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL)

FolhaPress

30/10/2022 15h46

Foto: Agência Brasil

Vinicius Sassine

Indígenas do Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, afirmam ter havido menor disponibilidade de ônibus para que pudessem votar em zonas eleitorais em Querência (MT), cidade a 717 km de Cuiabá, neste domingo (30).

Eles culpam o prefeito da cidade, Fernando Gorgen (DEM), apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A redução do número de ônibus do primeiro para o segundo turno, segundo os indígenas, ocorreu após a percepção de que os moradores das aldeias dão maior apoio ao ex-presidente Lula (PT), que disputa a Presidência com Bolsonaro.

Segundo integrantes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em Querência, uma parte dos ônibus com indígenas do Xingu chegou às seções de votação. O atraso teria ocorrido por más condições das estradas, em comparação com o primeiro turno, segundo esses integrantes do tribunal.

O cacique Siranho Kaiabi, da aldeia Ilha Grande, afirma que apenas os moradores das aldeias mais próximas à cidade conseguiram votar. Os demais já desistiram de chegar a Querência para a votação.

Ao todo, são 3 mil indígenas de seis etnias na área de influência da cidade. As distâncias do município às aldeias variam de 80 a 210 km.

“Somos cidadãos também, e temos todo o direito de votar para escolher nossos representantes”, disse o cacique. “No primeiro turno, houve o suporte. Agora não estão mandando os ônibus nessas aldeias.”
O prefeito não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado