Ibaneis Rocha (MDB) lidera a corrida para comandar o Governo do Distrito Federal (GDF), segundo a mais recente pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Real Time Big Data, feita para a Record TV. O emedebista tem 73%, contra 27% do atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), levando-se em conta apenas as intenções de voto válidas. Em relação à pesquisa divulgada no último dia 16, Ibaneis cresceu três pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre quarta (17) e quinta-feira (18), com 1.500 entrevistados. A margem de erro é de três pontos, e o nível de confiança de 95%. Os números de registro são DF-04701-2018 e BR-02770-2018.
Na pesquisa estimulada, Ibaneis somou 64% das intenções de voto, e Rollemberg, 24%. Há 8% ainda de indecisos e 4% declararam que votarão em branco ou nulo ou que não comparecerão às urnas. Em comparação ao levantamento do dia 16, o emedebista cresceu seis pontos percentuais, enquanto Rollemberg oscilou um ponto para baixo.
O Real Time Big Data também aferiu a certeza de voto. Dos 64% de eleitores que disseram votar em Ibaneis, apenas 8% admitem que podem mudar de voto, enquanto 56% estão decididos a votar nele. Em relação aos 24% que disseram votar em Rollemberg, 2% podem mudar de voto e 22% estão certos de apoiar o atual governador. Em relação aos indecisos, o Real Time Big Data apurou que 5% estão entre os dois candidatos, e 2% entre o emedebista e votar nulo ou em branco.
A alta rejeição do atual governador também foi detectada no levantamento. Um total de 51% dos entrevistados apontou o nome de Rodrigo Rollemberg, enquanto apenas 19% rejeitam Ibaneis – a rejeição dos dois cresceu um ponto. Para 26% não há rejeição a nenhum dos dois, e 4% rejeitam ambos. Parte disso pode ser relacionado com o nível de aprovação do governo do DF: enquanto 25% aprovam, 66% desaprovam e 9% não souberam opinar.
A ampla vantagem de Ibaneis deve-se, em boa parte, à capacidade dele de receber votos dos candidatos derrotados no primeiro turno. Nada menos que 73% dos eleitores de Alberto Fraga (DEM), 67% dos de Eliana Pedrosa (Pros), 65% dos de Rogério Rosso (PSD), 58% dos de Paulo Chagas (PRP) e 58% dos de Alexandre Guerra (Novo) pretendem votar no emedebista. Rollemberg leva fatias abaixo de 20% de de cada um destes candidatos: 17%, 18%, 13%, 13% e 17%, respectivamente. Ele só obteve boa migração de votos dos candidatos Fátima Sousa (PSOL) e Julio Miragaya (PT), com 50% e 47%, respectivamente – Ibaneis conquista 19% dos eleitores da psolista e 30% dos do petista.
Razão do voto
O Real Time Big Data também quis conhecer as razões do eleitor para votar nos dois candidatos. Para 45% dos eleitores de Ibaneis Rocha, o voto deve-se à exclusão do nome de Rollemberg. Outros 17% baseiam-se em suas propostas para a saúde; 11% em seu histórico e carreira; 11% nas propostas de combate à corrupção; 9% pelas propostas de geração de empregos; 2% pelas propostas de combate à violência e 1% por seus apoios políticos, além de 2% que declararam outros motivos e 2% que não souberam dizer.
Já 32% dos eleitores de Rollemberg votam nele por seu histórico e carreira, enquanto 30% o escolheram após excluir o nome de Ibaneis. Outros 7% baseiam-se em suas propostas para a saúde; 7% nas propostas de combate à corrupção; 4% pelas propostas de geração de empregos; 3% por seus apoios políticos; 3% pelas propostas de combate à violência; e 3% por sua ideologia partidária, além de 4% que declararam outros motivos e 7% que não souberam dizer.
Bolsonaro lidera com folga
Na eleição presidencial, a preferência do eleitor do DF é por Jair Bolsonaro (PSL), que lidera com 64% das intenções de votos, contra 25% de Fernando Haddad (PT). Para 7%, o voto será nulo ou em branco, e 4% ainda estão indecisos. No cruzamento de votos feitos pelo Real Time Big Data, 36% dos eleitores do petista votam em Rollemberg e 35% em Ibaneis, com 29% dividindo-se entre nulos, brancos e indecisos. Já o eleitor de Bolsonaro vota em peso em Ibaneis Rocha: são 72%, contra 21% que pretendem votar em Rollemberg e 7% que estão entre nulo, branco e indecisos.
O instituto também perguntou se haveria mudança de voto para governador, caso o candidato tivesse apoio ou apoiasse um presidenciável que o eleitor não tenha afinidade. Para a maioria, 53%, isso não mudaria o voto, enquanto 28% admitem mudar – 19% não sabem.