Francisco Dutra
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O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) recebeu uma indicação para a Secretaria de Segurança do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o emedebista, o personagem é de Brasília e tem a confiança de Bolsonaro e do futuro ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro. O anúncio foi feito após uma reunião com o atual presidente da República, Michel Temer (MDB), no começo da tarde desta quarta-feira (7), no Palácio da Alvorada, para discussão de pautas nacionais e locais, como a securitização da dívida.
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“Nós estamos construindo um nome de consenso. É uma pessoa de extrema confiança dele (Bolsonaro) e também da confiança do Sérgio Moro, nosso ministro da Justiça”, revelou Ibaneis. A negociação ainda depende alguns ajustes. Por exemplo, o governador quer um secretário que valorize os direitos humanos. Além disso, para o emedebista, a segurança no DF enfrenta desafios locais e nacionais, a exemplo das manifestações e atos políticos na Esplanada dos Ministérios.
Para Ibaneis, a tendência é de que o número de manifestações aumente. “Ainda mais agora que o PT foi para a oposição”, justificou. Ibaneis diverge de alguns pontos do discurso de Bolsonaro. O emedebista é favorável à continuidade do benefício do saidão e melhores políticas para a ressocialização dos presos. No campo local, o futuro chefe do Executivo mostra preocupação com os sinais de avanço do crime organizado no DF.
A indicação do nome chegou por emissários de Bolsonaro. Ibaneis espera sentar à mesa com o presidente eleito para bater o martelo e revelar o nome na próxima semana. O futuro governador também analisa nomes para os secretários de Saúde e de Educação.
Securitização
O presidente Temer chamou lideranças do MDB em busca de apoio para votações de pautas governistas no Congresso Nacional. Durante a conversa, Ibaneis levantou a questão da securitização da dívida. Hoje cada estado aguarda pagamentos de dívidas de contribuintes e empresas em patamares bilionários.
No caso do DF, a soma é de aproximadamente R$ 31 bilhões. Neste contexto, Ibaneis busca um forma de renegociação da dívida, para que os cofres brasilienses possam começar a receber. Inicialmente, por exemplo, pelo menos R$ 10 bilhões. Ibaneis espera que o tema possa ser inclusive votado no Congresso.