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Política & Poder

Ibaneis diz que rombo é de R$ 5 bi, incorporando reajuste. Rollemberg promete equilíbrio

Arquivo Geral

14/11/2018 7h00

Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Acabou a trégua entre o governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) e o atual governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). O emedebista afirma que receberá o Palácio do Buriti com um rombo de R$ 5 bilhões. O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, nega. Segundo o braço direito do governador, a expectativa do GDF é passar as administração com as contas equilibradas ou com um déficit diminuto.

Este é o primeiro conflito entre Rollemberg e Ibaneis após a eleição. Segundo Ibaneis, o cálculo para a dívida de R$ 5 bilhões é amplo. Pelas contas do governador eleito, o rombo inclui o pagamento dos reajustes pendentes para os servidores e os retroativos.

Para o chefe da Casa Civil, a questão dos reajustes não pode entrar na conta como obrigação do GDF porque está judicializada, no Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas com a decisão da corte o tema pode entrar ou não no orçamento.

“Quando o governador eleito diz que vai receber o governo com R$ 5 bilhões menos, parece que nós vamos passar o governo nas mesmas condições em que recebemos. Isso não é justo, não é verdadeiro. Pagamos um preço altíssimo, inclusive político”, desabafou Sampaio.

Tesourada pode refazer as despesas

O alegação de Ibaneis fere de morte o discurso de Rollemberg, que afirma que deixará como legado uma gestão com austeridade e com as contas rebalanceadas. Sampaio classificou o número apresentado pelo governador eleito como “equivocado”. O chefe da Casa Civil desabafa lembrando que Rollemberg recebeu o Buriti com rombo de R$ 6,6 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões de déficit fiscal e R$ 3,1 bilhões de dívidas, muitas nem registradas.

Sampaio afirma que a próxima gestão passará pelo mesmo sufoco. Neste contexto, a gestão Rollemberg começou a cortar despesas desnecessárias para evitar o comprometimento de receita desnecessário. A tesourada é conduzida pelas secretarias de Fazenda e do Planejamento.

Segundo o secretário da Casa Civil, se Ibaneis quiser pagar os reajustes após 1º de janeiro de 2019 terá plenas condições, mas no momento o STF está julgando a causa para o GDF. Rollemberg alega que os reajustes foram prometidos pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT) sem a devida previsão orçamentária e por isso não podem entrar no orçamento. O último provimento da corte foi favorável à tese governista.

Saiba Mais

Uma das principais promessas de campanha de Ibaneis é o pagamento dos reajustes pendentes para os servidores ainda em 2019. O governador eleito também pretende pagar para as categorias os valores retroativos. Neste caso, ele estuda um cronograma para a quitação.

O governo atual já deixou valores no orçamento para pagar parte dos reajustes dos servidores no próximo ano. Mas a fatura das recomposições salariais é ainda maior. Por isso, para conseguir cumprir a promessa, o emedebista assumiu o compromisso de aumentar a arrecadação do DF aquecendo a economia.

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