Jéssica Antunes
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que não vai ceder à pressão de deputados distritais para a votação do pacote emergencial em sessão extraordinária. Parlamentares têm condicionado o encontro no meio do recesso legislativo à nomeação de indicados em postos na estrutura do Governo do Distrito Federal. “Não sou sujeito sujeito a pressões”, disparou nesta quinta-feira (17).
“Eu já disse que esse não é o meio de fazer política. As indicações que fizeram e que achei que tinham perfis, eu atendi, e acho que isso é da política. Se faz política com políticos, não temos como mudar isso”, declarou.
Apesar disso, Ibaneis está confiante de que a base aliada conseguirá se reunir e aprovar o pacote de projetos enviados à Câmara Legislativa na primeira quinzena de governo. “Partimos de uma base bastante sólida de 19 deputados, e temos outros deputados que foram eleitos e se consideram independentes, mas que têm dependência da cidade. Eles precisam saber que a população está morrendo e precisamos de instrumentos para melhorar a saúde do DF”, disse.
Sessão extra
A expectativa do emedebista é de que a sessão ocorra na semana que vem, entre quarta (23) e quinta-feira (24). Na ocasião, o governador espera conseguir criar três novas regiões administrativas: Arniqueiras, Arapoanga e Por do Sol/Sol Nascente. A intenção também é fazer correções na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que, segundo o governo, tem “erros formais” na publicação feita em 10 de janeiro.
Outro projeto de lei de autoria do Executivo local que deverá ser discutido e votado pela Câmara foi anunciado na última quarta-feira (9). O Cejusc/Fiscal nasceu de um convênio com o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) e já é respaldado por dispositivos legais para ter validade e implementação, mas o governador sinalizou a necessidade de dar transparência ao programa.
Por meio dele, a população poderá negociar dívidas com o poder público com parâmetros claros e que evitem a pessoalidade durante a conciliação. O projeto trará detalhes de como ela será conduzida. A expectativa do governo é arrecadar pelo menos R$ 4 bilhões com o pagamento de débitos em 2019.