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Política & Poder

Ibaneis: 70%. Rollemberg: 30%

Arquivo Geral

16/10/2018 22h07

Jornal de Brasília

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Sete em cada dez brasilienses votam em Ibaneis Rocha (MDB) na conta dos votos válidos do segundo turno da eleição para o Governo do Distrito Federal (GDF). Pesquisa de opinião pública da Real Time Big Data, divulgada pela TV Record no Balanço Geral, aponta que entre o total de eleitores dispostos a votar, 70% votarão no emedebista, enquanto 30% estarão com o candidato à reeleição, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O estudo também carimba a liderança do presidencíavel Jair Bolsonaro (PSL) pelo eleitorado brasiliense.

A margem de erro do mapeamento é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o levantamento, no cenário de voto estimulado, Ibaneis tem 58% dos eleitores, enquanto Rollemberg aparece com 25%. Brancos, nulos e pessoas dispostas a não comparecer nas urnas de 28 de outubro somam 9%. Já os indecisos representam 8% do eleitorado.

A certeza do voto também está consolidada. Na análise do voto estimulado, apenas 11% poderão mudar de escolha entre Ibaneis, Rollemberg, brancos, nulos e pessoas dispostas a não votar. Na base do emedebista, 96,56% dos eleitores têm certeza da escolha nas urnas. No caso do atual governador, 92% estão convictos em apoiar a reeleição de Rollemberg.

Na conta da rejeição estimulada, Rollemberg é rejeitado por 50% dos eleitores. Ibaneis aparece com 18%. Conforme o estudo, 8% do eleitorado rejeita ambos. Por outro lado, 24% não rejeitam nenhum dos concorrentes.

Voto dos ex-rivais
De acordo com a pesquisa, Ibaneis conseguiu captar grande parte dos votos dos antigos rivais de urnas Eliana Pedrosa (Pros), Rogério Rosso (PSD), Paulo Chagas (PRP), Alexandre Guerra (Novo) e Alberto Fraga (DEM). O principal motivos para os eleitores escolherem o novato e ex-presidente regional da Ordem dos Advogados do Brasil é a aversão ao atual governador.

Rollemberg conquistou novos eleitores nas bases dos ex-concorrentes Fátima Souza (PSOL) e Júlio Miragaya (PT). A principal razão do voto dos eleitores também é rejeição ao nome do antagonista emedebista no segundo turno. Na avaliação do atual governo, 63% dos entrevistados disseram que desaprovam. Enquanto, 28% aprovam e 9% não souberam responder.

Na disputa pelo Palácio do Planalto, entre os eleitores do DF, Bolsonaro tem 65% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT) aparece com 26%. Somente 5% dos eleitores querem votar branco ou nulo, enquanto 4% estão indecisos. Ou seja, pelo menos seis em cada dez brasilienses pretendem votar no candidato conservador de direita.

A pesquisa mede a influência entre os votos para o Planalto e o Buriti. Os pesquisadores perguntaram: “Você mudaria seu voto para governador, caso ele apoiasse ou tivesse o apoio de um candidato a presidente que você não tenha afinidade?”. Para 63% dos entrevistados, a resposta foi “não”. Entre 23% ele foi “sim”. Por outro lado, 14% não souberam responder.

Entre os eleitores de Bolsonaro, 73% tendem a votar em Ibaneis, 23% preferem Rollemberg e 4% estão indecisos ou propensos ao voto branco ou nulo. No caso do eleitorado de Haddad, 41% votam no emedebista, 38% no atual governador e 21% não definiram a escolha nas urnas ou pensam no nulo ou branco.

Saiba Mais

A pesquisa colheu 1.500 depoimentos, entre 13 e 14 de outubro. O nível de confiança, em outras palavras a probabilidade de acerto, é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral e no Tribunal Regional Eleitoral do DF, com os números BR-00284-2018 e DF-06620-2018.

Na análise da migração de votos, 64% dos eleitores de Rosso foram para Ibaneis, 17% migraram para Rollemberg e 19% estão em aberto. Rosso foi o 3º mais bem votado no 1º turno, com 169 mil votos.

No caso de Paulo Chagas, 60% seguirão para o emedebista. O governador recebeu 19% dos eleitores. Por fim, 21% oscilam entre brancos, nulos e indecisos. O militar foi o quarto mais bem votado no 1º turno, somando 110 mil votos.

As propostas para a saúde pública e o histórico estão também entre as principais razões de votos para Ibaneis e Rollemberg.

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