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Guedes lista como prioridades a proteção de vidas, vacinas e recuperação da economia

O ministro apresentou informações atualizadas a respeito do programa nacional de vacinação contra a Covid-19 e reconheceu a importância de parcerias com os países do BRICS

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Durante a primeira reunião de 2021 dos Ministros de Finanças e Governadores de Bancos Centrais do BRICS (grupo que reúne África do Sul, Brasil, Rússia, Índia e China), nessa terça-feira (6), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a proteção de vidas, a promoção de vacinas e a recuperação da economia por meio da agenda de reformas são prioridades do governo brasileiro.

O ministro apresentou informações atualizadas a respeito do programa nacional de vacinação contra a Covid-19 e reconheceu a importância de parcerias com os países do BRICS. Guedes recordou que o Brasil implementou políticas de apoio emergencial que reduziram o impacto negativo da crise no emprego, consumo e saúde pública, e afirmou que o Brasil continua empenhado em implementar políticas fiscal e monetária que criem condições para recuperação sustentada na melhoria do ambiente de negócios e na promoção de investimentos privados.  

De acordo com a agenda proposta pela presidência de turno indiana, os ministros de Finanças abordaram a atual conjuntura econômica e as perspectivas de recuperação da pandemia da Covid-19, falaram das atividades do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), da colaboração para fomentar investimentos em infraestrutura, sobre a cooperação entre aduanas e a reforma de quotas no Fundo Monetário Internacional (FMI).  

Instrumento estratégico

A respeito do NDB, Paulo Guedes manifestou o apoio do país à administração do banco e à proposta de Estratégia Geral (2022-2026) da instituição, destacando sua relevância no financiamento de importantes projetos no Brasil. Ressaltou, também, o potencial do NDB para se expandir e se tornar um instrumento estratégico para o investimento em economias em desenvolvimento.

Com relação ao investimento em infraestrutura, o ministro salientou que se trata de tema central para o desenvolvimento econômico do Brasil e que o governo apoia o funcionamento de mercados abertos e a crescente participação do setor privado, assim como a aplicação de instrumentos financeiros inovadores.

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Ele chamou a atenção para a relevância dos investimentos em infraestruturas digital e social a fim de promover recuperação inclusiva, sustentável e duradoura. Guedes recordou, nesse sentido, o amplo processo de digitalização de trabalhadores informais promovido pelo Brasil nos momentos mais agudos da pandemia provocada pela novo coronavírus. Além disso, manifestou o apoio do Brasil ao desenvolvimento da Plataforma Digital Integrada sobre projetos de infraestrutura e o apoio ao trabalho que está sendo realizado no Grupo de Especialistas de Aduanas do BRICS.   

Reforma no FMI

Por fim, o ministro Paulo Guedes reiterou o apoio do Brasil à reforma de governança no FMI e se referiu, em particular, à importância de que haja avanços na 16º Revisão Geral de Quotas, que se encerrará até dezembro de 2023. Também manifestou o apoio do Brasil aos mecanismos de complementação de liquidez discutidos no FMI e no G20, como a alocação adicional de “special drawing rights”, assim como a última extensão do “debt service suspension initiative”. O ministro da Economia lembrou também que será importante facilitar o acesso das pequenas e médias economias de renda média mais impactadas pela crise às medidas de apoio.

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