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Política & Poder

Grupo quer ressuscitar a Arena no Brasil

Arquivo Geral

30/08/2013 18h09

Convenção da Arena em 1966, quando foi criada. Grupo que tenta recriar a legenda diz que não defende a volta do mlitarismo mas quer  revigorar as Forças Armadas e a volta do ensino de moral e cívica (Arquivo O Cruzeiro/EM – 14/6/1966)


Convenção da Arena em 1966, quando foi criada. Grupo que tenta recriar a legenda diz que não defende a volta do mlitarismo mas quer revigorar as Forças Armadas e a volta do ensino de moral e cívica

 

Criada em 1966 para dar apoio ao governo militar – e extinta 13 anos depois –, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) depende do apoio de 380 mil eleitores brasileiros para voltar à vida política nacional. Com o nome de Arena e dirigido por jovens, o grupo que tenta se tornar um partido tem como ideologia o conservadorismo, o nacionalismo e o que chama tecnoprogressismo. Das 500 mil assinaturas necessárias em todo o país, os novos arenistas já contam com 120 mil. Para angariar parte do apoio necessário, as direções nacional e estadual do grupo realizam um evento no próximo dia 6 em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

 

O estatuto e o programa da Arena foram publicados no Diário Oficial da União de 13 de novembro – um dos passos burocráticos para a sua criação e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As regras do grupo são claras: todas as correntes e tendências precisam ser aprovadas por um conselho ideológico, visando a coerência com as diretrizes partidárias. E já está descartada qualquer possibilidade de coligação com partidos que declarem em seu programa a “defesa do comunismo, bem como vertentes marxistas”. Caberá ao CI indicar quais são os partidos vetados. A direção garante que não defenderá o militarismo no Brasil, embora entre suas propostas esteja o reaparelhamento das Forças Armadas. 

 

“Da Arena antiga, defendemos apenas as ideias de direita e o conservadorismo. Vamos ter um partido verdadeiramente de direita no Brasil”, assegura o presidente do partido em Minas Gerais, Frederiki Dias, projetista de 42 anos que diz nunca ter se filiado a qualquer partido e não ter histórico político. As primeiras conversas sobre a recriação da Arena surgiram em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, por meio de mensagens em redes sociais. De lá para cá, o grupo ganhou a adesão de internautas e já há comissões provisórias estaduais estruturadas no Distrito Federal e em oito estados: Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Maranhão. 

 

A modernidade das redes sociais tem servido para ajudar a disseminar a proposta de criação do partido, que já ganhou uma página no Facebook, onde simpatizantes podem deixar mensagens. No perfil há textos sobre “o que é ser de direita” e posts com críticas à esquerda e ao governo de Dilma Rousseff (PT). “Aprendam como se faz: o presidente do Paraguai decidiu eliminar as ‘bolsas-tudo-que-é-coisa’ porque diz que isso cria vagabundos e eterniza a pobreza”, diz um deles, que recebeu 508 “curtidas”, 89 comentários e foi compartilhado 2.087 vezes. Em outro, há uma foto com frase da ex-primeira-ministra britânica Margareth Tatcher: “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. 

 

Os novos arenistas também fazem questão de mostrar alguns apoios, como o do deputado federal e ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro (PP-RJ), que mereceu até uma mensagem pelo aniversário, no último dia 21. Uma foto de integrantes da direção nacional ao lado do parlamentar e do filho dele, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ), traz texto em que eles são classificados como “amigos de luta para livrar o Brasil da ditadura petista!!.” Outro texto divulgado na página traz a frase: “Um pouco da história do Brasil para quem adora falar sem conhecer, sobre o regime militar. Se não houvesse militarismo, viveríamos em uma ditadura!”. 

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