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Política & Poder

Governo retira dois projetos da pauta

Arquivo Geral

07/03/2013 8h34

 

Camila Costa 

camila.costa@jornaldebrasília.com.br 

 

Depois de perder a eleição da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), o governador Agnelo Queiroz decidiu retirar de tramitação da Câmara Legislativa os dois projetos mais importantes para  o Executivo – e que seriam apreciado pela CAF-, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). A comissão ficou nas mãos de Cristiano Araújo (PTB), candidato adversário ao do governador, Cláudio Abrantes (sem partido).

 

Em nota, o Governo do DF afirmou que a “nova formatação política das comissões” não é segura o suficiente para o Executivo permitir a apreciação das duas matérias. Em trecho da nota, o GDF declarou que “os dois projetos são essenciais para a organização urbanística e o Governo do Distrito Federal prefere não submetê-los ao clima de insegurança gerado na CLDF”.

 

Toda a queda de braço para a análise do PPCUB é explicada, segundo técnicos e deputados, pela importância de se regular e qualificar áreas de comércio e serviços, áreas verdes, parques urbanos e habitação diversificada da cidade incluindo toda a região tombada. Ao contrário, e   não menos importante, a Luos determina a finalidade e delimitações de cada construção, empreendimento e ocupação das áreas de todo o DF, com exceção do polígono tombado.

 

Conversa com o governador

O deputado Cristiano Araújo afirmou que não entende a atitude do governo como uma retaliação à sua eleição e disse que irá procurar o governador para conversar sobre o assunto: “São temas de relevância para cidade e acredito que esta retirada seja para realizar ajustes”.

 

Vai, mas volta, diz petista
O presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure, minimizou a retirada dos projetos, justificando que debates preliminares com o Ministério Público do DF já alertavam para este adiamento do PPCUB. “A assessoria do MP disse que 70% do projeto tinha que ser revisto, assim como o Iphan, mas essa é um decisão de governo. Se tivesse sido consultado iria defender a possibilidade de discutir com a comissão antes de qualquer decisão”, ponderou.
 
Suspeito
Para a líder da oposição na Câmara, Celina Leão (PSD), a forma como o governo decide rediscutir o PPCUB e a Luos cria suspeição  – ela já tinha proposto a retirada no ano passado. “Agora, que não conseguiram eleger quem queriam para a CAF, tiram o projeto”, observou.
 

 

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