O ministro das Relações Exteriores peruano, José Antonio García Belaúnde, assegurou hoje que o país respeita a decisão soberana da Colômbia de permitir a eventual presença de soldados americanos em suas bases militares e respalda a mediação em Honduras.
Em coletiva de imprensa em Lima, García Belaúnde disse que o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse que “se trata de facilidades de deslocamentos (…) e não vai haver bases concretas com espaço territorial onde houver acantonada uma força permanente dos Estados Unidos”.
“Temos que acreditar no que dizem nossos interlocutores” e que finalmente uma decisão sobre a presença americana “depende da soberania nacional de cada país”, ressaltou o chefe da diplomacia peruana.
Em relação à crise em Honduras, o ministro reafirmou que o Peru acredita que “a negociação deve seguir” e considera que “ainda há espaços dentro da mediação”.
“A lógica não é pretender entrar com tropas. Há um espaço para a Organização dos Estados Americanos (OEA)”, disse García Belaúnde, ao ressaltar que o “Peru acredita que a base é o princípio de não-intervenção”.
Sobre as relações com os vizinhos, o chanceler expressou que em geral são fluentes, principalmente com o Brasil, após mencionar que o ministro Celso Amorim visitará Lima em dez dias e em outubro será a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.