
O clima de guerra prometido para a disputa pelas dez comissões permanentes da Câmara Legislativa não se confirmou. Ao fim da votação para as presidências e vice-presidências das comissões, a base governista garantiu controle dos postos de interesse do Buriti, mas abriram-se espaços para a oposição.
O gerenciamento da pré-crise foi feita pela própria presidente da Casa, Celina Leão (PDT), que pediu a compreensão dos parlamentares em nome da “harmonia” do Legislativo local.
“Acho que ao final das votações conseguimos garantir a distribuição dos poderes da Casa. Um ou outro abriu mão e eu queria agradecer o gesto de cada um que fez esse gesto para que pudéssemos construir o acordo”, afirmou Celina Leão.
Contemplar a todos
A presidente disse ainda que os acordos buscaram contemplar todos os parlamentares, inclusive dando espaço para a oposição.
“Fizemos uma negociação contemplando os espaços de poder da Casa, com vice-presidências importantes, que geralmente ficavam com a base do governo. Construímos isso com a oposição para que pudéssemos ter os espaços para todos os blocos”, declarou a distrital.
Ao final das eleições para as comissões, Celina garantiu que a harmonia da Cãmara Legislativa foi recomposta, depois do desgaste criado pela ausência da oposição na Mesa Diretora, que se retirou da disputa, no primeiro dia do ano, ao discordar da forma como as vagas foram divididas por deputados da base governistas.
Sem desgastes
“Não tivemos desgastes na distribuição das comissões. Ao contrário, tivemos gestos importantíssimos, incluindo do deputado Rodrigo Delmasso, que abriu mão de uma comissão pela recomposição da harmonia”, avaliou Celina Leão.