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Política & Poder

Governo Federal pede suspensão das hostilidades na Ucrânia

A nota foi publicada logo após o encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, dizer que espera que o governo brasileiro condene a invasão da Rússia ao território ucraniano

Marcus Eduardo Pereira

24/02/2022 11h17

Um homem fica do lado de fora de seu prédio destruído após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, enquanto as forças armadas russas tentam invadir a Ucrânia de várias direções, usando sistemas de foguetes e helicópteros para atacar a posição ucraniana no sul, a fronteira serviço de guarda disse. Foto: Aris Messinis/AFP

Na manhã desta quinta-feira (24), o Governo Federal soltou uma nota à imprensa sobre a invasão da Russa na Ucrânia. De acordo com a publicação, Brasil pede pela suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão.

A nota foi publicada logo após o encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, dizer que espera que o governo brasileiro condene a invasão da Rússia ao território ucraniano.

“Esperamos que o governo brasileiro condene esse ataque ao nosso país. E, para as pessoas que estão se preocupando com os brasileiros na Ucrânia, a melhor solução é entrar em contato com a embaixada brasileira na Ucrânia, que está seguindo essa situação por perto”, afirmou Tkach, principal representante da embaixada ucraniana em Brasília.

A invasão começou na madrugada desta quinta-feira (24), por ordem do presidente russo Vladimir Putin. Os russos invadiram a partir de vários pontos da fronteira. Confira a nota do Governo Federal:

O Governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia.

O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil.

Como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil permanece engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias.

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